De uma dívida de cinco mil milhões de dólares que Angola registada junto de forncedores externos foi já pago dois mil milhões, restando por liquidar a parte de três mil milhões de dólares.
Segundo fez saber o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José Lima Massano, muitos pagamentos ocorriam no exterior, mas nem sempre a mercadoria entrava em Angola, uma situação que configurava práticas de branqueamento de capitais.
Afirmou que os angolanos recorrem aos mercados externos para a aquisição de bens, equipamentos e serviços, o que requer estarem alinhados às boas práticas internacionais.
De acordo com o governador do BNA, no passado fez-se importações sem garantias de condições de datas de liquidação o que elevou para os valores acima referidos a dívida lá fora até ao final de 2017.
Lima Massano interveio na abertura do encontro sobre cartas de créditos, enquadrado no Ciclo de Conferências Anuais do BNA.
“As correcções introduzidas estão a permitir normalizar a vida económica do país, apesar de estar aquém do desejável”, disse.
Na conferência, responsáveis do banco central disseram que a regulamentação sobre cartas de crédito saiu no mês de Setembro de 2018, onde o normativo visou habituar-se ao novo contexto macroeconómico, com o fim de eleger as cartas de crédito como o meio preferencial de pagamentos posteriores, isto em termos de mercadorias.
Nesse sentido, Setembro foi também o período em que o BNA disponibilizou mais divisas ao atingir o valor de 516,17 milhões de dólares.
Sobre as estatísticas de emissão das cartas de crédito em Angola, os dados do BNA dizem que em 2016 foram emitidas 308 cartas, em 2017 5.537 e em 2018 um total de 11. 162.
O BNA avança que se está num processo de aprendizagem e deverá ser contínua esta acção preferencial no uso deste meio de pagamento lá fora, mas a carta de crédito é um instrumento de pagamento internacional.
Vale referenciar que as cartas de crédito, segundo o instrutivo, são obrigatórias para pagamentos em montantes iguais ou superiores
a 100 mil dólares.