O evento, organizado pelo Banco Nacional de Angola, surge no âmbito do Ciclo Anual de Conferências do Banco Nacional de Angola. A iniciativa de se abordar o referido tema é resultado do facto de que as tecnologias estarem a modificar o modo como os serviços financeiros são prestados, forçando o sistema financeiro a adaptar-se rapidamente às rupturas nos modelos de negócio. Os novos e dinâmicos desenvolvimentos tecnológicos obrigam à reflexão sobre os desafios de desenvolvimento de competências locais, como garante da autonomia e resiliência ao sistema financeiro nacional, lê-se num documento a que tivemos acesso.
Serão abordados temas como a “Autonomia Tecnológica do Sistema Financeiro Angolano” e “Desenvolvimento de competências - acções e factores críticos de sucesso”, que serão moderados pelos representantes do BNA e membros da Abanc, representantes de bancos comerciais e entidades especialistas do segmento das tecnologias e sistemas de informação.
O BNA entende que falar de governação das TI é debruçar-se sobre padrões e relacionamentos construídos de forma estruturada e tal requer a participação, não só dos profissionais técnicos, mas igualmente de profissionais de vários níveis.
Assim, a ideia é garantir, com o envolvimento de todos, um controlo efectivo dos processos, principalmente no que diz respeito à segurança das informações.
O propósito da implementação da governação das TI, segundo o BNA, é fazer com que a organização desenvolva os seus processos em TI de uma forma fluída, com sincronia.
É também objectivo da governação das TI minimizar os riscos, já que as organizações que alcançam o sucesso nos seus processos de gestão trabalham sob a perspectiva da minimização dos riscos.
Por outro lado, diz o documento, a gestão da continuidade de negócios tem como objectivo garantir a continuidade das operações da organização, caso ocorra uma indisponibilidade prolongada dos recursos que dão suporte à realização das operações. Através do processo de gestão da continuidade de negócio, a organização visa conhecer e documentar os seus processos de forma a medir os  riscos.