O Banco Nacional de Angola (BNA) vendeu à banca comercial, nas primeiras três semanas do mês de Março, um total de 390,1 milhões de euros, para assegurar a importação para diversos sectores incluindo o de bens alimentares, medicamentos e sector petrolífero. O referido montante, de acordo com comunicações semanais do banco central, foi vendido tanto em regime de leilão (300 milhões de euros), quanto em regime de venda directa(90,1 milhões de euros).
Conforme o BNA, ao leilão continuam a ser aplicadas as regras anunciadas em Janeiro, depois de ter entrado em vigor o novo regime cambial.
A taxa de câmbio média de referência de venda do euro do mercado cambial primário variou entre 213,361 e 264,709 kwanzas por cada euro.
Dos 100 milhões de euros vendidos no dia 13 de Março, foram destinados para cobertura de cartas de crédito com o objectivo de assegurar a importação para diversos sectores incluindo de bens alimentares e medicamentos. Participaram no referido leilão apenas 13 bancos dos 29 autorizados.
No dia 06 de Março, o BNA efectuou a venda de divisas, tendo colocado no mercado primário o montante de 200 milhões de euros para diversos sectores como matéria-prima, bens de equipamentos e materiais de construção.
Já no dia 2 de Março, o Banco Nacional de Angola, procedeu a venda directa de divisas, para cobertura de operações de empresas prestadoras de serviços ao sector petrolífero, no montante de 90,1 milhões de dólares, tendo participado da venda 16 bancos comerciais.

FMI aprovou flutuação cambial
A missão do FMI que esteve, recentemente, em Luanda deu parecer favorável sobre a implementação e os resultados no curto e médio prazos da taxa flutuante, que o BNA vem materializando desde Janeiro.
O chefe da comitiva, o economista Ricardo Velloso, disse ser de bom grado da instituição internacional, pois face ao momento que a economia vive a adopção da banda cambial é acertada. Para ele, a desvalorização efectuada até ao momento é já o recomendável.