As principais bolsas europeias negoceiam em alta na sessão de ontem no terceiro dia seguidos de ganhos no velho continente.
O índice de referência Stoxx 600 sobe 0,11% para 377,69 pontos, em especial apoiado pela subida do sector europeu das matérias-primas, enquanto em Lisboa o PSI-20 sobe ténues 0,08% para 5.173,03 pontos, com a Jerónimo Martins (+0,81% para 13,015 euros) e a Galp Energia (+0,49% para 14,25 euros) a impulsionar.
Com o surgimento de cada vez mais indicadores a confirmar uma travagem económicos mais brusca do que inicialmente antecipado, ganha força nos mercados a perspectiva de que os principais bancos centrais tenham de rever as respectivas trajectórias de normalização da política monetária e, eventualmente, apostar em medidas expansionistas para animar a economia global.
Por outro lado, a Reuters noticia que a China e os Estados Unidos fizeram progressos em todas as áreas sujeitas a discussão no âmbito da negociação de um acordo comercial entre as duas potências, factor que também está a animar os mercados.
A continuar a causar apreensão está ainda o processo do Brexit, isto depois de ontem o parlamento britânico ter chumbado oito moções que apontavam caminhos alternativos ao acordo de saída negociado entre Londres e Bruxelas e já duas vezes chumbado.

Juros sobem na Zona Euro

A diminuição da procura por títulos de dívida soberana faz com que ontem, os juros das dívidas pública na área do euro estejam a negociar em alta. Na Ásia, as obrigações soberanas caíram mesmo para mínimos de 15 meses.
Os juros da dívida pública portuguesa seguem em alta, com a taxa de juro associada às obrigações lusas a 10 anos a subir 1,8 pontos base para 1,267%. Nota para as “bunds” germânicas cuja “yield” sobe 0,9 pontos base para -0,072% no prazo a 10 anos, tendência seguida também pelas taxas de juro correspondentes às obrigações de dívida soberana de Itália (+0,1 ponto base para 2,455%) e Espanha (+1,2 pontos base para 1,069%) com a mesma maturidade.
O dólar está a valorizar nos mercados cambiais pelo terceiro dia consecutivo, estando a transaccionar no valor mais alto desde 12 de Março no índice da Bloomberg que mede o comportamento da divisa norte-americana contra um cabaz composto pelas principais moedas mundiais.