As principais praças europeias começaram a semana a negociar em queda, com a Itália a liderar as descidas. O principal índice português segue em linha com a Europa a perder 0,53 por cento para 4.591,05 pontos, com 13 cotadas a negociar em terreno negativo, duas em terreno positivo e três inalteradas.
A Sonae Capital lidera as descidas no PSI 20, com uma queda de 1,98 por cento para 0,6920 por acção. O Millenium BCP regressa às descidas, depois de ter invertido a tendência de queda no fim da semana passada. O banco liderado por Nuno Amado cai 1,67 por cento para 0,8545 euros por acção.
Segunda-feira foi o último dia de transacção de acções do BCP com direitos à subscrição do aumento de capital. O período de negociação de direitos que está a ocorrer entre 19 e 30 de Janeiro, enquanto que o período de subscrição de direitos que teve início quarta-feira última e terminará a 2 de Fevereiro.
As energéticas também pressionam a praça lisboeta, com a Galp Energia a cair 1,31 por cento e a EDP Renováveis, 0,81. Por outro lado, a Corticeira Amorim e a Jerónimo Martins são as únicas cotadas a negociar no verde, com subidas de 0,97 e 0,60 por cento, respectivamente.
Nas restantes praças europeias, o italiano FTSE MIB perde 1,01 por cento para 19.317,50 pontos, depois de na sexta-feira o rating da dívida italiana ter sido avaliado pela agência canadiana DBRS e cortado de ‘A’ para ‘BBB’.
O espanhol IBEX 35 cai 0,79 por cento, o alemão DAX desce 0,66 por cento e o francês CAC 40 perde 0,62. O índice britânico FTSE 100 é o que menos perde (0,03 por cento), sendo que os investidores aguardam o discurso de amanhã de Theresa May com detalhes sobre o plano de saída da União Europeia.
No mercado cambial, o euro deprecia-se 0,54 por cento para 1,0586 dólares, depois de na semana passada a tendência ter sido de valorização em relação ao dólar. É ainda de notar a descida da libra face ao dólar, que desvalorizou ontem 1,6 por cento, depois de notícias de que Theresa May estará a preparar a saída do Reino Unido da Associação Europeia de Comércio Livre.
Já no mercado petrolífero, a tendência também é de descidas. O brent negoceia a cair 0,27 por cento para 55,30 dólares por barril, enquanto o crude desce 0,25 por cento para 52,24 dólares. Apesar do acordo de cortes na produção da matéria-prima, a importância do petróleo de xisto nos EUA está a impedir a subida dos preços, de acordo com a Bloomberg.