As bolsas do Velho Continente encerraram generalizadamente em baixa, exceptuando Atenas, com os sectores da alimentação e automóvel a serem os que mais desceram na Europa. No entanto, as quedas não chegaram a 0,5 por cento (salvo o índice britânico FTSE, que cedeu 0,82), já que os investidores estão ainda à procura de um rumo num contexto de tensões acrescidas no Médio Oriente, depois de os EUA, Reino Unido e França terem bombardeado alvos na Síria em resposta a um ataque químico atribuído às forças leais do regime de Bashar al-Assad. O índice de referência europeu Stoxx 600 deslizou 0,36 por cento para 377,82 pontos.
Em Portugal, o PSI-20 fechou a recuar 0,43, para 5.453,97 pontos, com 13 cotadas no vermelho e cinco no verde. A pressionar o índice de referência nacional estiveram sobretudo os títulos da energia, com a EDP a ceder 0,60 por cento e a sua subsidiária para as renováveis a recuar 1,11. A REN perdeu 0,47 por cento e a Galp desvalorizou 0,79. Destaque pela negativa também para a Pharol, que caiu 3,67 para 0,189 euros.
As taxas de juro subiram na generalidade dos países europeus, com excepção de Portugal. Por cá, as “yields” das obrigações 10 anos (que é o vencimento de referência) cederam 0,5 pontos base para 1,649 por cento.
Já a taxa de juros implícita na dívida a 10 anos de Espanha subiu 0,4 pontos base para 1,242 por cento, ao passo que a taxa das bunds alemãs a 10 anos somou 1,4 pontos base para 0,525. Na Itália, os juros de referência avançaram 0,4 pontos base para 1,801 por cento.