O barril de petróleo brent, referência às exportações de Angola, para entrega em Dezembro abriu na terça-feira (17), no mercado de futuros de Londres, cotado a 57,81 dólares, variação de 0,08 por cento em relação à sessão anterior.
Na sessão de segunda-feira (16), o barril de petróleo brent fechou a 57,82 dólares.
Nas últimas semanas, conforme o quadro de evolução de preços, o barril do brent tem vindo a ganhar posições na corrida ao preço ideal, pretendido pelos países produtores, que foi estabelecido em 60 dólares, numa primeira fase para 2017.
Do lado angolano, embora o Governo saído das eleições de Agosto deste ano queira fazer esquecer o petróleo com uma forte aposta na diversificação da economia, com prioridade ao sector não mineral, as receitas do Estado ainda continuam dominadas pela receita tributária proveniente dos impostos.
Na sua proposta Orçamental de 2017, o preço do barril foi fixado em 46 dólares, razão pela qual há, neste momento, um certo superavit, que no final das contas deve ter influências positivas no comportamento da receita.

Cenário de desafios

Angola foi em 2016 o maior produtor de petróleo em África, à frente da Nigéria, mas desde 2014 que enfrenta um cenário de desafios, pois a crise petrolífera internacional afectou as receitas nacionais, sobretudo por ser o petróleo a principal fonte de entrada de divisas na economia.
A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (SONANGOL), concessionária estatal do sector petrolífero, anunciou anteriormente que o “valor máximo” da produção diária do país para 2017 ficou estabelecido, a partir de 01 de Janeiro, em 1.6 milhão de barris de petróleo bruto.
A medida, acrescentou a empresa liderada por Isabel dos Santos, resultou do acordo entre membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), de 30 de Novembro de 2016, para “reduzir a produção de petróleo bruto de 33,7 milhões para 32,5 milhões de barris por dia”, com o intuito de “aumentar o preço do barril de petróleo bruto no mercado internacional”.
“O corte de produção diária para Angola é de 78 mil barris em relação ao valor de referência considerado pela Opep de 1.7 milhão de barris/dia. Por conseguinte, a Sonangol instruiu formalmente os diferentes operadores em Angola sobre os limites de produção mensais por concessão, baseado no potencial de produção actual de cada uma delas e a programação de intervenções nas mesmas”, anunciou anteriormente a empresa.