O barril de petróleo Brent, referências às exportações de Angola, esteve cotado ontem, no mercado de futuros de Londres, ao preço de 69,92 dólares.
Esta é de resto, nas últimas cinco semanas, a terceira vez em que o barril voltou a cair da fasquia de 70 dólares onde já esteve, após longo período a oscilar entre os 50 e 60 dólares.
O valor de abertura de ontem, quinta-feira, representou uma baixa de 0,63 por cento, comparativamente ao fecho de quarta-feira. Naquele dia, uma alta de 0,70 dólares havia permitido ao barril posicionar-se nos 70,37 dólares.
Na terça-feira, na segunda sessão da semana, o brent fechara a sessão nos 68,88 dólares.
Por outra via, a proposta revista de OGE 2019 entrou já no Parlamento angolano, para uma primeira abordagem na especialidade e posterior remissão à generalidade para a votação global.
Motivada mesmo pela instabilidade do preço internacional do barril de petróleo, o Governo reviu em baixa as expectativas de receitas com o petróleo, fixando o preço em 55 dólares ao invés dos anteriores 68 dólares.
Contra as previsões dos finais de 2018 em que tudo apontava para um 2019 e 2020 com o brent acima dos 70 dólares. Houve quem aventasse uma possível incursão do barril para os 80 dólares em finais deste ano e início do próximo para um máximo de 90 para lá de 2021.
Para manter uma abordagem para realista, o Executivo reviu as receitas provenientes do petróleo, sem, contudo fazer afectar em grande medida, as principais reformas que estão em curso. As espectativas são que a anseada estabilidade macroeconómica deverá ser alcançada num curto prazo.