Nas duas últimas sessões da semana passada, os preços de encomenda do barril de brent, para entrega em Março, baixaram alguns pontos percentuais. Contra os pouco mais de 57 dólares, as ofertas do “ouro negro” inciaram esta semana nos 54, mas logo ascendeu para os 55.
O percurso de estabilidade que tem vindo a observar as negociações do brent, após acordo de corte na produção entre a Opep, a Rússia e mais outros não associados, pareceu atingir o ponto crítico, pois o brent chegou a ser negociado um pouco abaixo dos 54,94.
Sol de pouco dura foi a baixa dos preços. Na terça-feira, rapidamente o barril voltou a subir em 0,01 por cento, fixando-se nos 54,98 dólares.
Depois disso, a retoma dos preços do brent foi evidente, regressando ao patamar mínimo ideal para os produtores que é o custo de oferta nos 55, tendo na quinta-feira (12) feito às encomendas no preço de 55,18 dólares.

Reunião da Opep
Para finais deste mês aguarda-se com alguma expectativa, segundo agências especializadas no mercado das commodities, que o encontro da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) possa reconfirmar a intenção mais que provada de corte, conforme acordo de finais de Novembro com os parceiros não associados, incluindo a Rússia que é neste momento o maior produtor mundial.
Neste momento, mesmo ao nível do cartel, a oferta de petróleo estabiliza-se. Membros como Nigéria e Irão, a quem o grupo autorizou não efectuarem reduções para que consigam retomar aos níveis de oferta anteriores, mostram um progresso bastante considerável, embora a instabilidade internacional provoque desconfiança em muitos investidores.

Cenários recentes
Na semana passada, ainda no calor do início de um novo ano, o preço do barril de petróleo brent abriu nos 57,15, passou pelos 58 dólares durante a sessão, tendo fechado a 55,47 dólares. Foi, exactamente, sob este cenário de bastante optimismo com que se inciou o ano 2017, que os especialistas mantiveram as suas tendências apreciativas no que diz respeito ao comportamento do preço do barril.
Os produtores entendem que um barril na casa dos 60 dólares já se justifica.