Para cada mudança no cenário geopolítico internacional, a resposta do Brent (petrtóleo de referência às exportações angolanas), que é negoceado em Londres, é imediata, seja ela positiva ou negativa.
Esta semana, os preços do barril (medida de cerca de 122 litros) estão nos máximos desde Novembro de 2014. As encomendas para Julho são entregues ao custo de 77,21 dólares (preço de quarta-feira), sendo que há precisamente um ano o Brent era entregue por 46 ou 47 dólares o barril.
Se há um ano a razão de até certa subida foi a medida da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de fazer cortes na oferta para estimular a subida, esta semana é a retirada dos EUA ao pacto nuclear com o Irão e a promessa de novas e mais duras sanções.
E como o petróleo é motor de crescimento numa economia mundial que se move à base de combustíveis, são vários os índices bolsistas que acompanharam esta onda positiva.
Por exemplo, o índice industrial Dow Jones valorizou 0,43 por cento para 24.464,04 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq sobe 0,28 para 7.287,04 pontos. Já o S&P500 valoriza 0,38 para 2.682,08 pontos depois de ter encerrado em queda ligeira na sessão de ontem.

A oferta petrolífera angolana
Os dados do Ministério das Finanças, referente a comercialização de petróleo, avançam que em Março, Angola exportou 43 milhões de barris com um preço médio de 62 dólares, tendo por isso arrecadado em média 253 triliões de kwanzas (922 milhões de dólares). Em Fevereiro, dos 44 milhões de barris vendidos ao preço médio de 61,6 dólares, houve uma receita estimada em 224 mil milhões de kwanzas (817 milhões de dólares). Já no mês de Janeiro, exportaram-se 48 milhões de barris ao preço médio de 59,9 dólares, tendo disso resultado uma receita de 223 mil milhões de kwanzas (814 milhões de dólares).
No sítio de internet do Ministério das Finanças, os dados relativos à venda de petróleo no mês de Abril (até ao fecho de nossa edição) ainda não estavam disponíveis.