Os níveis de captura de pescado, na província costeira do Namibe baixaram consideravelmente, o que tem provocado o aumento do preço do peixe, no mercado local.

Como consequência, a caixa de carapau está a ser comercializada, no mercado local, no valor que varia entre 12 e 14 mil kwanzas.
Em entrevista à RNA, os armadores alegam as baixas temperaturas associadas as fortes correntes no mar, como sendo a base da “fraca” produção de carapau, cachucho, corvina, entre outras espécies.
Os operadores do sector disseram que nos últimos dias já tem havido indicadores da retoma da produção, o que poderá, também, ajudar na diminuição dos preços praticados, actualmente.

Sector agiganta-se
A província do Namibe, maior centro piscatório de Angola, está dividida em cinco municípios, nomeadamente Moçâmedes, Bibala, Virei, Camucuio e Tômbwa. A província conta com 32 empresas que se dedicam à pesca e à actividade de produção de sal, que operam nas zonas norte, centro e sul da orla marítima.
Dados da Direcção provincial das Pescas e do Mar indicam que o Namibe conta com 489 embarcações, das quais 220 destinadas à pesca artesanal e 69 para pesca semi-industrial e industrial.

Tômbwa em alta
Ainda no sector pesqueiro, a província tem no município do Tômbwa o seu principal suporte. Considerado num dos maiores produtores de pescas a nível nacional, o Tômbwa está a reactivar o sector, com novas indústrias de captura, transformação, congelação, salga e seca de pescado, bem como a produção de farinha de peixe, desde finais de 2014, o que está a permitir criar novos postos de trabalho, maioritariamente para jovens.
Na região está a nascer o porto pesqueiro, que ocupará uma área de três hectares, com 400 metros de cais, o que permitirá a acostagem de até 10 barcos de uma só vez.
O município do Tômbwa conta com 23 unidades pesqueiras ligadas à captura, transformação, conserva, salga e seca. Na província do Namibe, está instalada uma fábrica de processamento de farinha de peixe e óleo, a “Oceana Boa Pesca”. Localizada no município do Tômbwa, esta unidade fabril, orçada em dez milhões de dólares, tem capacidade para 60 toneladas por dia de cada um dos produtos (farinha de peixe e óleo) e conta com 120 trabalhadores.

Ensino da pesca
Desde Julho do ano passado, que a província conta com a primeira Academia de Pescas e Ciências do Mar. No ano lectivo de 2017 (ano de abertura), a instituição tinha disponível 540 vagas, para este ano estão disponíveis 480.
Para este ano lectivo a instituição vai contar com mais dois novos cursos, nomeadamente Electrónica Industrial e Engenharia Electrónica.
A instituição contará com três unidades orgânicas: Faculdade  de  Pesca, com três cursos (Navegação, Administração e Gestão das Pescas e Mecânica Naval), Faculdade de Exploração dos Recursos Aquáticos (Aquicultura e Recursos Marinhos),  enquanto a Faculdade de Processamento de Pescado terá apenas o curso de Tecnologia e Organização
de Processamento do Pescado.
A instituição funciona com mais de 30 docentes angolanos com graus de mestres e doutores, formados nas universidades da Polónia e Portugal.

* Com RNA