A Argentina desembarcou o seu primeiro carregamento de milho geneticamente modificado na China, depois de anos de negociações para abrir o mercado chinês a esta variedade de alimento transgénico.

Em Junho, as autoridades chinesas e argentinas tinham assinado um acordo para a comercialização de milho e soja transgénica. Logo depois, zarpou da Argentina um navio com 60.000 toneladas de milho, cujo desembarque foi agora autorizado pelos chineses. O produto destina-se à alimentação animal.

“Trabalhámos muitos anos para ter acesso ao mercado chinês. Hoje conseguimo-lo, com um carregamento de milho de elevada qualidade”, disse esta terça-feira o ministro argentino da Agricultura, Norberto Yauhar, citado pela agência Reuters. “As autoridades da China finalmente deixaram-nos entrar, abrindo um enorme mercado potencial para o nosso milho”, completou.

A Argentina é o terceiro maior produtor mundial de alimentos transgénicos, com 23,9 milhões de hectares plantados em 2012, dos quais 85 por cento são de soja, 14 por cento de milho e 1 por cento de algodão. Acima da Argentina estão o Brasil (36,6 milhões de hectares) e os Estados Unidos (69,5 milhões de hectares).

Os três países estão de olho no mercado chinês, onde a subida no consumo de carne está a aumentar a necessidade de grãos para a alimentação animal.
A China tinha, em 2012, quatro milhões de hectares de culturas geneticamente modificadas, quase que exclusivamente de algodão.