Cinco concessões mineiras (duas de diamantes, duas de fosfato e uma de ferro) foram lançadas a concurso segunda-feira, 7, pela primeira vez, pelo Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos, antecipando um novo rumo de desenvolvimento do sector mineiro angolano. As duas minas de diamantes estão localizadas uma na província da Lunda Norte e a outra na Lunda Sul, as de fosfato nas províncias de Cabinda e Zaire e a de ferro no Cuanza Norte. O potencial não foi ainda revelado, mas o director dos Recursos Minerais, André Buta Neto, avançou que se espera uma grande concorrência neste concurso público, uma vez que se trata de um processo que acontece pela primeira vez na indústria mineira nacional. “A expectativa é grande, uma vez que o sector mineiro vai pôr à disposição alguns projectos, com o objectivo de, a empresa que melhor oferta apresentar, venha a ser detentora do título de prospecção e exploração para a actividade a que se candidatar”, evidenciou o director. Com essa prática de concursos públicos na concessão de projectos sustentáveis, o mercado conhece uma nova era de lisura e transparência na exploração dos recursos minerais do país. Segundo André Buta Neto, o sector mineiro vai experimentar, “esperemos bem que seja positivo, para que doravante seja uma prática aberta e transparente para a exploração das nossas minas”. O director, tem em conta que no passado as candidaturas eram directas, tal como a sua entrega directa, algo que deixou o mercado com diversos “casos e experiências negativas, com esse tipo de prática, uma vez que muitos tinham as concessões e nada faziam nelas”. O director lembrou que, com esta prática, todos aqueles que, de uma forma directa ou indirecta não conseguiram no passado pôr o seu capital para a actividade mineira, podem hoje desenvolver de facto, uma vez que o órgão do Estado reconhece que alguns tabus ligados ao passado impediram que muitas empresas entrassem no país e o desenvolvimento mineiro conhecesse recuos.