O V Encontro Anual de Quadros da Comissão do Mercado de Capitais, que decorreu, recentemente, em Luanda, sob o lema “Mercado de Capitais – perspectivas futuras”, visou a partilha das linhas orientadoras da estratégia da CMC para os próximos cinco anos, bem como a identificação dos principais desafios para a implementação de um Mercado de Capitais dinâmico.

No encontro, participaram, além dos colaboradores da CMC, convidados de diversos sectores da sociedade e representantes do sistema financeiro angolano, desde a banca aos seguros, passando também pelas diferentes instituições já registadas na CMC e Bodiva, respectivamente.
Ao encerrar o certame, o ministro das Finanças, Archer Mangueira, defendeu que a existência de um Mercado de Capitais, devidamente supervisionado e tendo no seu núcleo uma Bolsa de Valores pujante, com profundidade e liquidez, fará emergir uma nova geração de empresas angolanas, com renovada aptidão empreendedora e tecnológica e fortemente vocacionadas para inovar, com capacidade de resposta aos novos segmentos de procura no mercado interno e também no mercado externo.
“Nunca é demais lembrar que é para isso que serve o Mercado de Capitais, para colocar à disposição dos empreendedores soluções de financiamento ajustadas, nos instrumentos financeiros e nos prazos, a cada projecto, ao mesmo tempo que remunera os investidores, valorizando as suas poupanças. Temos, portanto, ainda muito trabalho pela frente, em particular no domínio da supervisão do Sistema Financeiro, como um todo”, disse.

Garantir autonomia
“Iremos caucionar politicamente as soluções que melhor servirem os nossos objectivos de supressão de todos os riscos, incluindo os de natureza reputacional, que ainda impedem sobre o nosso sistema financeiro”, defendeu.
O ministro Archer Mangueira referiu que o objectivo da aludida pretensão visa garantir a sua autonomia financeira, levando em linha de conta as soluções adoptadas em jurisdições com características idênticas às nossas.
Sobre o encontro de quadros da CMC considerou o evento como ponto de encontro para todos os players do Mercado de Valores Mobiliários, uma ocasião que serve para proceder-se ao balanço anual e ao alinhamento de perspectivas.
“Aqui se encontraram, reflectiram e debateram ao longo destes dois dias o regulador, a sociedade gestora, as sociedades distribuidoras e correctoras, os fundos de investimento, os auditores, enfim, as instituições financeiras bancárias e não bancárias que, de um modo geral, fazem acontecer o mercado”, realçou.