A Comissão do Mercado de Capitais de Angola está a levar a cabo, em todo o país, acções formativas, que visam sensibilizar os empresários, as empresas e o próprio Estado a procurarem caminhos alternativos para adquirirem fundos para financiarem os seus projectos de investimento, através do mercado de capitais, devido às restrições de concessão de créditos que se assiste por parte dos bancos comerciais, causada pela crise financeira que assola o país. De acordo com a administradora executiva da Comissão do Mercado de Capitais, Edna Kambinda, que discursava no final da acção formativa, a participação do mercado de capitais na economia beneficia o Estado, os agentes económicos, principalmente o sector empresarial, com instrumentos financeiros necessários para financiar a economia, que passam pelo bem estar da população, o aumento da produção e do consumo nacional e da geração do emprego. Segundo a administradora, a comissão do mercado de capitais tem a missão de promover, regular, supervisionar e fiscalizar o mercado de valores mobiliários e instrumentos derivados, com vista a assegurar as acções concorrentes do mercado, de forma a garantir a legítima confiança da segurança jurídica do investidor, que investe o dinheiro, e do empresário que procura financiamento. “A economia angolana passa por um período desafiante. E desde dos finais de 2014, a nossa economia continua fortemente exposta a vulnerabilidade do preço do barril de petróleo no mercado internacional, com a queda dos níveis de produção nacional”, disse. De acordo com a gestora, para superar-se a crise económica, estão identificados caminhos alternativos disponibilizados pelo sector financeiro, que é o mercado de capitais. Como acontece em outros países africanos, Angola precisa urgentemente de infra-estruturas de suporte à actividade económica, como estradas, barragens, caminhos de ferro, telecomunicações, sistemas de distribuição de energia eléctrica e de água de qualidade, porque sem essas e outras premissas não teremos a possibilidade de desenvolver as unidades industriais com capacidades que permitam autossuficiência, incluindo no sector alimentar.