O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), José Maria Botelho de Vasconcelos, está preocupado com o contínuo declínio na procura do petróleo, apesar das medidas tomadas pelos países do cartel em reduzir os excessos de fornecimento do produto no mercado.

"O impacto profundo da instabilidade económica na procura de petróleo é evidente com a sua contínua redução, pressionando o mercado com elevado stock de petróleo apesar das medidas tomadas pelos países da OPEP em reduzir os excessos de fornecimento de petróleo no mercado", afirma Botelho de Vasconcelos, numa declaração tornada pública nesta terça-feira, em Luanda.

Na sua declaração, José Maria Botelho de Vasconcelos, igualmente ministro angolano dos Petróleos, diz que a "OPEP continua preocupada com o actual estado de mercado de petróleo e as suas repercussões nos investimentos na indústria petrolífera, caso a situação persista por longo tempo".

O presidente da OPEP garante que a organização "continua os seus esforços na busca de um equilíbrio do mercado, como parte do seu compromisso presente e futuro na estabilização do preço" do crude no mercado internacional.

"A OPEP, em véspera da sua reunião ministerial aos 15 de Março do corrente ano, acompanha de perto o desenvolvimento do mercado e está pronta para tomar as decisões que resultem na estabilidade do mercado de petróleo", sublinha Botelho de Vasconcelos no documento.

A cotação do barril de Brent, petróleo de referência para Angola, com entrega em Abril, atingiu nesta terça-feira 44,96 dólares norte-americanos no mercado de futuros de Londres, mais 0,83 dólares que no encerramento da sessão de segunda-feira.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) diminuiu a produção do cartel três vezes desde Setembro de 2008 com o intuito de combater o declínio dos preços e prevenir um excesso de oferta no mercado mundial.