Angola mantém um défice na produção de carne nacional, que possa substituir às importações. Por exemplo, este ano, os produtores de gado diverso forneceram mais de 2,1 milhões de quilogramas de carne, com destaque para 93.711 de carne caprina, 77. 958 bovina, 41.357 de suína, 24.847 de ovinos e um milhão 936 mil 176 de frango.

Para aumentar a oferta, o Ministério da Agricultura e Florestas está a repovoar com gado melhorado o matadouro de Camabatela no Cuanza Norte, a construção de infra-estruturas para este fim com menor dimensão nas províncias de Luanda, Cuanza sul e Malanje, além de aumentar o potencial pecuário na zona sul de Angola.
O Ministro da agricultura e florestas Marcos Nhunga, que falava recentemente em Luanda, afirma que para cobrir o território de carne bovina e caprina, passa por um incremento de criação de animais com cruzamento e espécies melhoradas.
Contudo, a directora do Instituto dos Serviços de Veterinária Bernardete Gougel Silva, calcula que um cidadão precisa no mínimo consumir uma média de 10 kg de carne por ano.
Lamentou na ocasião o facto de no país existir apenas mais de 2 milhões 800 mil cabeças de gado, insuficiente para satisfazer a demanda.
Adiantou que, em 2018 será feito um censo para saber-se qual é o real número de gado diverso existente.
Numa visão para os próximos 10 anos considera que à produção alimentar vai atingir uma auto-suficiência alimentar dos principais produtos que constitui a sexta básica.
A aplicação de sementes melhoradas de alto rendimento, construção de mais fábricas de adubo, correcção dos solos, linhas de montagem de tractores, unidades de produção de sistemas de irrigação.
Assim como, a implementação de duas indústrias de charruas, catanas, enxadas, limas. a redefinição do modelo de orçamentação e de financiamento para o sector, subsídio aos combustíveis, seguro agrícola e aprovação das carreiras específicas de ingresso de novos quadros fazem parte de metas a cumprir.
Para esta campanha agrícola 2016/2017 foram preparados cinco milhões 760 mil 585 hectares (ha), um aumento de 2,4 porcento em relação à área estimada para o período anterior.
Do terreno preparado o sector agrícola familiar, responsabiliza-se por cerca de 90 por cento correspondente a cinco milhões 183 mil 398 hectares e o sector agrícola empresarial cerca de 10 por cento da área cultivada nacional.
A produção de cereais atingiu dois milhões 507 mil 637 toneladas, um aumento de 5,9 por cento em relação à campanha anterior. Já às raízes e tubérculos atingiram 10 milhões 805 mil 419 toneladas um aumento de 2,6.
As leguminosas, cifraram-se em 567 mil 372 toneladas, uma baixa na ordem de 12,1, face às chuvas excessivas que caíram em Março e Abril, altura em que o feijão encontrava-se em fase de maturação e secagem das favas.