Os depósitos a prazo com mais de um ano na banca nacional representaram, até Março deste ano, 6,33 por cento do total, abaixo dos 9,35 acumulados em igual período do ano passado.
Na estatística divulgada, recentemente, na página de internet do Banco Nacional de Angola, sobre o mercado monetário no mês de Março, os dados indicam, de igual modo, que os depósitos a prazo de 181 dias a um ano com 12,38 por cento são os que maior fatia mostram, seguido pelos de 91 a 180 dias que ficam com 10,51. Os depósitos de até 91 dias representam 6,88 por cento da preferência dos títulares de capitais financeiros domiciliados em bancos, e surgem na terceira posição.
Estes indicadores deixam claro que os clientes estão a deixar o seu dinheiro menos tempo com os bancos, ainda que os números de 2019 (6,33%)sejam superiores aos dos anos 2016 (4,81%) e 2017 (4,92%), mas é no comparativo com 2018 (9,35%) que reside a maior preocupação, atendendo o contexto económico de inúmeros desafios.
Em termos hipotéticos é possível dimensionar que em cada 100 mil kwanzas, que até Março de 2018 estavam na banca, neste ano, o sistema perdeu mais de três mil kwanzas.
Em termos de moeda estrangeira, os depósitos a prazo de mais de um ano, em Março de 2019, é só 1,99 por cento, longe dos, abaixo dos 2,6 de 2018, e cada vez mais distantes dos 4,83 e 4,86 por cento registados nos anos 2016 e 2017.
A presença de menos dinheiro em depósitos nos bancos pode directamente reflectir-se em menos créditos à economia. Já a natureza dos mesmos depósitos mostra o grau de expectativa dos aforradores e em como estes olham para a banca e as perspectivas económicas e financeiras.

Segurar expectativas
Nas contas trimestrais do banco central é possível ver-se, que dos 2.644 mil milhões de kwanzas em depósitos no sistema, 1.363 mil milhões são depósitos sobre os não residentes cambiais, e 1.281 mil milhões sobre as instituições financeiras residentes.
O BNA detém 1.255 mil milhões de kwanzas dos depósitos sobre as instituições financeiras residentes. As outras instituições financeiras monetárias ficam com 26.034 milhões de kwanzas. Os depósitos transferíveis na banca são de 3.885 mil milhões de kwanzas, enquanto que os outros depósitos são de 3.714 mil milhões. Em Março de 2019, os Títulos representavam uma aplicação de 6.655 mil milhões de kwanzas.
Nesse período, o crédito líquido ao BNA era de 1.574 mil milhões de kwanzas. Outros 23.742 milhões são registados como sendo os depósitos no Banco Central.
Embora com dados por actualizar, as indicações mais recentes dão como certo ser o Banco Angolano de Investimentos (BAI) o que lidera em termos de maior fatia de depósitos, seguido do BFA.