A ministra do Ambiente, Paula Cristina Francisco Coelho, avalia desde terça-feira, no município do Soyo, província do Zaire, o impacto ambiental resultante do derrame de cerca de 30 mil litros do ouro negro em consequência do conflito armado que dilacerou o país durante décadas.
Acompanhada por técnicos do seu sector e pelo governador do Zaire, José Joanes André, a governante visitou, a bacia de retenção de óleo bruto ao ar livre, localizada na base logística de Kinfuquene, arredores da cidade, onde cerca de 30 mil barris de petróleo bruto foram vazados neste local após a destruição dos tanques de armazenamento do produto.
A ministra manteve, na base da petrolífera nacional “Somoil”, uma das responsáveis pela exploração do ouro negro em onshore (em terra), nesta região, um encontro com os responsáveis da empresa, durante o qual pediu colaboração com o seu Ministério na resolução de matérias ambientais afectas à actividade.
Na ocasião, a titular da pasta do ambiente manifestou a sua preocupação face as grandes quantidades de óleo bruto expostas ao ar livre no local e que aguardam por medidas para a resolução deste passivo herdado do período de guerra civil.
“A questão deste passivo preocupa-nos de forma muito alarmante, uma vez que ainda não sabemos o impacto que este derrame tem na saúde pública, uma vez que existem residências construídas em cima das linhas de transporte do petróleo bruto. Por isso, precisamos esta colaboração”, referiu.
Defendeu, por outro lado, a necessidade da catalogação das espécies de fauna e da flora que ficaram afectadas por si só, na região, em consequência desta calamidade e da actividade de exploração petrolífera em terra.
Recomendou à estrutura provincial do seu sector a aplicar na prática os regulamentos previstos no programa nacional sobre a qualidade e normalização ambiental