Comissão do Mercado de Capitais (CMC), entre os vários desafios para 2017, alinhou o arranque do mercado accionista, entre as suas maiores prioridades.
No seu empossamento, em Setembro de 2016, a presidente do Conselho de Administração, Vera Esperança dos Santos Daves, disse que pretendia dar maior profundidade ao mercado da dívida pública e dinamizar o mercado de dívida corporativa.
Além disso, Vera Daves garantiu trabalhar no sentido de implementar um conjunto de iniciativas que torne disponível à economia angolana, soluções que permitam financiar actividades que contribuam para o grande desafio da diversificação da economia nacional.
Por outro lado, a gestora assegurou que vão ser dados os passos devidos no prosseguimento dos objectivos que constituíam os pontos basilares da estratégia da administração anterior (liderada por Archer Mangueira, actualmente ministro das Finanças), mas tornando mais eficientes os mecanismos que estavam a ser utilizados, para promover os mais diferentes segmentos do mercado.
O programa de literacia financeira é outro desafio que a administração de Vera Daves, em sintonia com o Banco Nacional de Angola (BNA) e Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG), continuará a dar uma outra dinâmica as acções até aqui desenvolvidas.
Na ocasião do empossamento, Vera Daves afirmou ter recebido como desafio “...dar uma dimensão maior à acção de elevação da literacia financeira das famílias, numa lógica coordenada de actuação entre os reguladores, em prol de um programa mais sólido entre os cidadãos”.
Por essa razão, uma das linhas mestras da CMC, em 2017, é a de trabalhar mais de perto com os pares, requerendo para isso uma maior cooperação das instituições de ensino, para que a empreitada assumida seja nacional.

Mercado de Bolsa
O Mercado de Bolsa foi inaugurado pela Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) em Novembro, num acto que decorreu no auditório do Banco Económico, em Luanda.
Neste acto, foi também lançada a Central de Valores Mobiliários de Angola (CEVAMA), unidade orgânica da Bodiva que é responsável pela custódia, liquidação e compensação dos títulos transaccionados nos mercados regulamentados.
Na ocasião, o presidente do Conselho Executivo da Bodiva, Patricio Vilar, referiu que a inauguração do Mercado de Bolsa, após a migração dos Títulos de Tesouro da plataforma SIGMA, do Banco Nacional de Angola, para a nova plataforma de custódia da Bodiva, permitiria dar uma maior profundidade ao mercado secundário de Títulos de Tesouro, o que também traz maior responsabilidade, não só para a Bodiva e para os seus membros, mas também para os emitentes.
“Esta plataforma possibilita a transacção de compra e venda de títulos em tempo real, com uma total visibilidade dos preços e das quantidades”, disse.
Na visão dos gestores da Bodiva, os empreendedores privados que dispõem como fonte de financiamento a dimensão dos seus próprios capitais e o crédito bancário, devem considerar os mercados regulamentados como opção complementar de financiamento a estas fontes tradicionais, uma vez que este mesmo mercado, através da disposição de capital pelo público ou admissão à negociação de acções pode tornar-se numa fonte alternativa de financiamento para as empresas.