Dinheiro importa sim! Um lema sugestivo e bem humorado para cativar a atenção dos aforradores na semana global do dinheiro, evento que o Museu da Moeda, na baixa de Luanda, celebra com uma exposição desde o início da semana até amanhã sábado. No quadro do seu programa de Educação Financeira, o Banco Nacional de Angola (BNA) organiza, pela primeira vez, a Semana Global do Dinheiro, numa coordenação da Child Youth Finance International - CYFI, ONG sedeada na Holanda, que envolve e motiva parceiros em todos os continentes em prol da educação financeira infanto-juvenil. São ao todo 140 países onde esta iniciativa se desenvolve, neste momento. De acordo com o governador José de Lima Massano, que falava na abertura do evento, a iniciativa promovida, tomando por base os resultados das acções já desenvolvidas desde 2011, com as contas “bankita” e “bankita poupança”, no âmbito da estratégia de bancarização dos cidadãos, visa estimular a cultura de poupança a partir da tenra idade. O secretário de Estado da Educação para o ensino pré escolar e primário, Joaquim cabral, também presente no evento, recordou que a implementação da educação financeira no programa curricular escolar teve início em 2012, resultado de uma parceria entre o BNA e o Ministério da Educação. Os dados disponibilizados pelo banco central sobre o programa dá conta de que de 2011 até Dezembro de 2017 mais de 555 mil contas bankita, com valor mínimo de 100 kwanzas, foram abertas pelos clientes de menor poder financeiro. A “Global Money Week” que já vai na sua sétima edição a nível mundial e desde 2012 já se associou a 23.700 (vinte e três mil e setessentas) organizações, em 137 países, tendo envolvido 7,8 milhões de crianças e jovens. A propósito, o director do departamento de Educação Financeira do BNA, Avelino dos Santos, informou durante o certame ter havido em 2017 um aumento de 24 por cento em relação a 2016 na abertura de contas Bankita. Disse ainda ser positivo o aumento das contas, por contribuir na materialização do plano estratégico de bancarização da população angolana. “Penso que é positiva a avaliação do plano de educação financeira. A poupança não deve ser feita apenas em tempo de crise, mas em todos os períodos. Antes de fazer qualquer gasto é necessário que se faça um planeamento para permitir o controlo das finanças que saem”, afirmou. Os guias no interior do espaço do Museu além de acompanharem os visitantes e darem algumas explicações, também aproveitam o momento para incentivar em os pais na abertura de conta poupança para os filhos menores. A taxa de câmbio média de referência de venda do Euro do mercado cambial primário, apurada no último dia do mês foi de EUR/AOA 257,39 e usd/AOA 207,21, tendo partido de EUR/AOA 184,50 e usd/AOA 165,92 no final de 2017.
Em suma, em Janeiro, o kwanza depreciou cerca de 28,32 por cento e 19,92 face ao euro e ao dólar, respectivamente. Neste sentido, tanto o euro como o dólar-americano valorizaram face ao kwanza, 39,51 e 24,89 por cento, respectivamente. Neste contexto, o diferencial entre a taxa de câmbio oficial e a paralela diminuiu de 150,62 para 114,51 por cento, devido à menor depreciação da taxa de câmbio praticada no mercado informal face à depreciação registada nos leilões do BNA. No  entanto,  relativamente  à  depreciação  no  mercado  informal  espera-se  que  esta  resposta  seja  um  claro  exemplo de overshooting através da especulação cambial. Quando as expectativas dos agentes estiverem ancoradas ao novo regime cambial e à perda de poder de compra em moeda estrangeira (no mercado oficial), registar-se-á uma redução na quantidade procurada de moeda estrangeira, o que necessariamente levará ao ajustamento da distorção no mercado cambial e à diminuição do diferencial (spread).