O primeiro cenário aponta para um preço de 90 dólares por barril de Brent, ainda em breve, porquanto as sanções impostas pelo Presidente Donald Trump, dos EUA ao Irão não têm fim à vista.
Em consequências disso, a maioria dos analistas ligados aos mercados petrolíferos mundiais está convicta que a escalada do preço do barril poderá ir até aos 200 dólares, numa subida de mais de 170 por cento a considerar os actuais preços (73 dólares).
Tais cenários (in)prováveis para muitos e não para outros tantos, deve-se ao facto de a manter-se a tensão diplomática, e uma vez que o endurecimento das medidas proibitivas norte-americanas resultariam no fecho pelo Irão duma das rotas mais movimentads internacionalmente (o estreito de Ormuz) no comércio do petróleo. Essa seria uma situação quase catástrófica, pois os preços iriam
para cifras impensáveis.
John Kilduff, da hedge fund de energia Again Capital, entende ser este um cenário mais do que provável.
Embora numa provável concetização de tal cenário de fecho do estreito de Ormuz, a Otan já tenha dito que o reabriria em reacção armada em poucos dias, o certo é que enquanto tal não ocorresse o mundo teria anos petróleo a circular.
E como de hábito, dizem especialistas, uma acentuada redução da oferta no mercado mundial resultaria imediatamente na valorização dos actuais preços.