O Governo angolano e o Banco de Exportação e Importação da Coreia do Sul, Exim Bank, assinaram, ontem, 19, em Luanda, um acordo de cerca de 57 milhões de dólares, que será investido para a construção e reabilitação de novas infra-estruturas de processamento e distribuição de pescado da Edipesca (empresa de distribuição de pescado).
Com a assinatura do projecto vão ser resolvidos diversos problemas de ordem higiénica e permitir um melhor aproveitamento de todos os resíduos de processamento, e consequentemente, a transformação em fertilizantes, farinha de peixe e outros benefícios para o sector alimentar.

Resolução dos problemas
A ministra das Pescas e do Mar Victória de Barros Neto, que prestou a informação à imprensa, acredita que com a assinatura do documento vão ser ultrapassados os problemas ligados à logística e distribuição do peixe através da empresa nacional Edispeca.
A intenção do Governo, segundo a ministra, com o financiamento do Exim Bank da Coreia é o de “munir” a Edipesca com infra-estruturas que permitam um funcionamento capaz de garantir qualidade na distribuição do peixe ao consumidor.
Defende que a adjudicação destes valores caberá a empresa que ganhar o concurso público para definir o executor da obra para garantir transparência na gestão
dos recursos financeiros.

Resolução dos problemas
O director para os Assuntos Africanos do Departamento de Operações do Fundo para Cooperação e Desenvolvimento Económico do Exim Bank, Kevin Choi, aponta que o financiamento dará azo para um trabalho mais digno e de qualidade por parte da Edipesca.
A iniciativa, revelou, vai permitir o fornecimento de uma instalação de processamento de peixe, camião refrigerador e assistência técnica.
O projecto prevê igualmente a formação de quadros e permitir uma gestão a nível das exigências do mercado.
Actualmente, a empresa tem uma capacidade instalada de duas mil toneladas de armazenamento de pescado e a produção
trimestral de 600 toneladas.
Outro aspecto importante neste acordo consiste no tratamento de águas residuais, depois do processamento do peixe.
A ideia é reconstruir as infra-estruturas antigas e construir um edifício novo de dois andares para ampliar a capacidade de congelação, e processamento de pescado.

Preços competitivos
Em 2013, o Executivo angolano decidiu reactivar a actividade da empresa de distribuição de pescado (Edipesca) para regularizar a venda de
pescado no mercado nacional.
Desde então, a firma assumiu a venda de produtos do mar, principalmente o marisco, no mercado interno, já que, nos últimos tempos, mais de 90 por cento do produto era exportado para a União Europeia.
Um dos grandes propósitos da empresa é de fazer chegar o produto (peixe) ao consumidor, a um preço competitivo.