A bolsa de Hong Kong está sob pressão. As acções entraram no chamado “bear market”, num cenário marcado pela queda das acções do sector tecnológico, pela desvalorização da moeda local, pelos receios em torno da economia da China, mas também por uma crise nos mercados emergentes.
O Hang Seng, o índice de referência da China, deslizou 0,7% para 26.422,55 pontos esta terça-feira, 11 de Setembro. A bolsa de Hong Kong prolongou assim as perdas, caindo já mais de 20% desde que alcançou um máximo histórico em Janeiro, de 33.154,12 pontos.
Além de estarem a ser pressionadas por um sell-off entre as tecnológicas e pelos receios em torno do abrandamento da economia da China, as praças em Hong Kong foram agora apanhadas por uma fuga dos mercados emergentes, provocada por crises cambiais na América Latina e na Turquia.
“Estes mercados estão a ser fortemente penalizados” e este cenário deve manter-se, afirma Mark Tinker, responsável da AXA Investment Manager, à Bloomberg. “Estamos à espera que a situação estabilize”, acrescentou.
Crise nos emergentes continua a abalar mercados. A forte turbulência que tem abalado os mercados emergentes não dá sinais de acalmia, com a maioria das moedas em queda.