As encomendas para Agosto voltaram a registar assim as sessões mais tremidas, depois deste ano, em Janeiro, o petróleo ter batido fundo, fixando o preço das negociações nos 47 dólares.
Foi nessa altura em que a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e parceiros fora do cartel, sobretudo a Rússia, iniciaram a medida acertada de corte na produção, mecanismo aceite como crucial para impulsionar os preços para cima.
Para os produtores mundiais, um barril a ser negoceado nos 60 dólares é o ideal, mas manter o preço na fasquia dos 50 já sinaliza a trajectória positiva que se pretende. Aliás, durante o mês de Junho, as encomendas em dada semana foram efectuadas com o preço de referência nos 55, num pico de 57 dólares, que, contudo, foi sol de pouca dura. Entre as razões de tamanha queda nas encomendas é apontada a produção da Líbia, que a par da Nigéria, haviam sido autorizadas a produzir um pouco mais, para que alcançassem os níveis do Cartel.
A Líbia e a Nigéria, dois membros da Opep, por razões de conflito interno, registaram por largo período produção abaixo das suas reais capacidades. Por esse motivo, foram autorizados a recuperar o tempo e a produção perdida.
O cartel mantém a alerta laranja, pois tem sido, sobretudo, as reservas americanas de petróleo um sério factor de pressão ao que se associa o petróleo de xisto, nesses meses em controlada oferta, devido ao alto custo da sua produção.