O brent parece estar na sua semana de sonhos. O barril do petróleo de referência às exportações angolanas abriu, na quinta-feira, desta semana, no International Exchange Futures (ICE) de Londres cotado nos 51,23 dólares, preço em que se manteve até ao fecho da nossa edição desta semana.
As encomendas com previsão de entrega em Setembro estão no ponto mais alto dos preços de negociações verificados nos últimos três meses, abrindo portas a uma retoma, cujo percurso triunfante que se quer é a meta dos 60 dólares por barril.
A boa nova dos mercados apaga também os tremores que se prognosticavam por altura dop anúncio, semana passada, do Equador sobre sua desistência ao acordo de redução da produção que o cartel Opep fez vincular em Novembro de 2016.
A Opep e países fora da organização, mas com forte influência na oferta mundial do crude, liderados pela Rússia, continuam empenhados, até ao momento, em devolver um lugar mais estratégico ao petróleo. Os analistas da Bloomberg e da Energy.com dizem que essa intenção é enfrentada pelos Estados Unidos da América que vê na baixa do preço do petróleo um trunfo para poder negocear em vantagem com países que se opõem à sua política externa.
Contudo, os analistas do Credit Suisse advogam que a Opep terá de decidir-se por um novo acordo de redução, pois os stock americano levarão algum tempo para reduzir ao nível esperado do cartel.
Na realidade o facto de a Líbia e a Nigéria terem sido autorizadas a não reduzirem as suas produção mensal, pois estiveram longo período afectados por conflitos militares internos, está também a fragilizar a decisão da Opep. Estes dois membros estão a produzir acima do previsto.