Em crise após a forte queda dos preços do petróleo e o exagerado déficit fiscal, o Equador manifestou a sua intenção de aumentar a produção da commodity, apesar do acordo firmado em 2016 com a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e parceiros externos ao cartel.
“Temos necessidade de fundos para o caixa fiscal e, portanto, tomamos a decisão de aumentar a produção paulatinamente”, declarou o ministro de Hidrocarburetos, Carlos Pérez, em entrevista à emissora local Teleamazonas.
O principal produto de exportação do Equador é o petróleo, e o Estado regista um défice fiscal de quase 7,0 por cento do PIB. Em Novembro de 2016, o Equador assinou o acordo com a Opep, que representa um terço da oferta mundial, e países como a Rússia para produzir 1,8 milhão de barris a menos no primeiro semestre de 2017, e com isso influenciar na subida do preço do barril de petróleo.
O acordo que, para o Equador, menor membro do cartel, previa a redução de 4,6 por cento de suas extracções, foi renovado por nove meses, até Março de 2018, numa reunião em
Viena em Maio deste ano.
“O Equador tinha uma restrição em torno de 26 mil barris/dia por causa do acordo com a Opep. Lamentavelmente, a redução está em cerca de 16 mil barris diários. Não estamos a cumprir a cota que foi criada por causa das necessidades óbvias que o país tem”, explicou o ministro.
Carlos Pérez não indicou quando ou quanto vai aumentar a produção, mas garantiu que a medida não afetará o grupo.