Os operadores do sector de petróleo e gás em Angola estiveram reunidos, em Luanda, num congresso promovido pela empresa de consultoria financeira Ernst & Young (EY), e que juntou companhias petrolíferas e a concessionária Sonangol, além de empresas prestadoras de serviço.


De acordo com Alexandre Oliveira, responsável pela área de mercados emergentes, o congresso visou provocar uma maior interacção ao nível dos “players” dos petróleos.

“O sector petrolífero é vital para a economia angolana e continuará acrescer fortemente nos próximos anos”, disse.

Conforme lembrou, o declínio global dos preços do petróleo impactou fortemente a indústria de petróleo e gás e de todos os seus stakeholders. Por via disso, o contexto económico angolano, por todas as suas características particulares, também tem sido muito afectado por essa volatilidade.

Alexandre Oliveira, que apresentou também o fórum à imprensa, argumentou ainda que alguns analistas sugerem que os preços do petróleo deverão permanecer relativamente baixos, pelo menos nos próximos dois anos. Já outros argumentam, persuasivamente, e dada a insustentabilidade de projectos internacionais do petróleo e uma queda mais rápida do que o esperado no fornecimento, que os preços encontraram, provavelmente, o seu ponto de equilíbrio. Não obstante, a indústria pode estar a enfrentar um novo paradigma.

“Por esta razão, a EY propós-se a uma reflexão sobre os desafios actuais enfrentados pela indústria e o futuro que se avizinha, com foco no seu desempenho e crescimento”, afirmou.

Um assunto que mereceu abordagem especial é o panorama actual de segmento de óleo e Gás “O&G” em Angola e tendências das concessionárias, operadores, empresas de serviços ao sector petrolífero e empresas de perfuração, assim como as perspectivas, optimização de custos e recuperação da competitividade. Por outro lado, foram analisados projectos de capital em larga escala em Angola e respectivos impactos sobre as energias renováveis.

Petróleo da China
Às importações de petróleo pela China caíram cerca de 11 por cento em Maio ante o mesmo período do ano passado, na maior queda desde Novembro de 2013, segundo dados da alfândega divulgados no início desta semana.

Menores importações por parte da China, num momento em que os mercados estão com um excesso de oferta na sequência da decisão da Opep de manter a sua produção, pressionaram os preços do petróleo nesta segunda-feira.

A China importou 23,24 milhões de toneladas de petróleo bruto em Maio, informou a Alfândega. Esse volume deixou a China atrás dos Estados Unidos, que importou pouco menos de 30 milhões de toneladas no mês passado, de acordo com cálculos baseados em dados do Governo dos EUA.

Numa base diária, as importações da China atingiram 5,47 milhões de barris em Maio, uma queda de quase 26 por cento ante o recorde de Abril, de 7,37 milhões de barris por dia (bpd).

Importações fortes pela China nos meses anteriores indicaram que “houve uma construção de estoques comerciais significativa”, disse Seng Yick Tee, director da SIA Energia, em Pequim.

Opep
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) chegou a um acordo na sexta-feira passada para manter a sua política de produção sem restrições por mais seis meses, ignorando avisos de que isso poderá disparar uma nova onda de baixa nos preços à medida que alguns membros, como o Irão, planejam aumentar as suas exportações.

Encerrando o encontro dos membros da organização, em Viena, sem nenhuma dissidência aparente, o ministro saudita do Petróleo Ali al-Naimi disse que a Opep estendeu o seu actual tecto de produção. A decisão renova o apoio ao choque que a Opep deu no mercado no final do ano passado quando a Arábia Saudita, maior exportadora global de petróleo, disse que não iria mais reduzir a produção para manter os preços elevados.