Há menos de um mês o mercado entusiasmava-se com a ideia de um possível equilíbrio entre oferta e procura de petróleo, mas o preço por barril negoceia agora em mínimos de sete meses. Enquanto alguns países afunilam a produção, os EUA e a Líbia contrariam a tendência, e quebrar (sequer) a barreira dos 50 dólares parece cada vez mais difícil.
“O acordo histórico da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) levou o preço do petróleo no mercado internacional para acima dos 50 dólares por barril”, explica o gestor de activos da Orey iTrade, José Lagarto.
No final do ano passado, o cartel acordou uma diminuição de 1,2 milhões de barris por dia entre Janeiro e Junho, para tentar diminuir o excedente face à procura mundial e causar uma subida gradual dos preços.
No entanto, esta subida dos preços levou à recuperação das explorações petrolíferas norte-americanas que se encontravam interrompidas, principalmente as de petróleo de xisto (shale oil), conduzindo a um aumento da produção. Os analistas de mercado acreditam que esta subida na oferta acaba por causar pressões no preço do petróleo, levando o mesmo a recuar.