A moeda única atingiu na terça-feira desta semana a melhor valorização desde Janeiro de 2015 face ao dólar, que continua numa trajectória de queda. Já o ouro disparou para máximos desde as presidenciais norte-americanas e os títulos da dívida registaram uma ligeira subida.
O reavivar das tensões entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos levou a uma nova queda no valor do dólar face os principais pares mundiais. O dólar já havia recuado depois de a presidente da Reserva Federal norte-americana (Fed), Janet Yellen, não ter revelado quaisquer pormenores sobre os próximos passos em relação à política monetária no país, durante o simpósio de política económica Jackson Hole, em Wyoming, nos Estados Unidos.
O euro continua, assim, a ganhar valor face ao dólar, tendo superado os 1,20 dólares por unidade pela primeira vez desde há mais de dois anos. Também o iene – moeda do Japão – está a ser encarado como divisa de refúgio, tendo atingido máximos de Abril do ano passado.
“O euro recuperou valor porque o dólar não é um refúgio seguro tendo em conta o fenómeno norte-coreano”, explicou à agência Bloomberg Stuart Bennett, director do grupo de estratégia no Banco Santander.
“Está sobrevalorizado pela maioria dos indicadores quantificáveis neste nível, mas é provável que o mercado o leve a novas valorizações da mesma maneira que caiu no início do ano”, disse.
A evitar a todo o custo os activos de risco, os investidores estão também a apostar cada vez mais em ouro. O metal precioso, que já vinha a aumentar nas últimas sessões, disparou para máximos desde Novembro do ano passado.