O principal índice da Bolsa portuguesa, o PSI20, fechou esta quinta-feira a ganhar 2,16 por cento, em linha com as principais praças europeias.
Dois dias após o chamado “banho de sangue de Wall Street”, o acordo de coligação para formar Governo na Alemanha ajudou a recuperar o optimismo europeu e a bolsa de Frankfurt, por exemplo, fechou a valorizar 1,6 por cento.

Quedas acentuadas
A semana fica contudo marcada pela acentuada queda do Dow Jones em Wall Street logo no arranque e com estilhaços a fazerem-se sentir em algumas fortunas ainda na terça-feira.
Entre os mais atingidos, Warren Buffet. Arrastado pela Berkshire, detentora do banco Wells Fargo, que desvalorizou mais de nove por cento, Buffet perdeu 5,1 mil milhões de dólares.
Mark Zuckerberg, do Facebook, perdeu 3,6 mil milhões e Jeff Bezos, da Amazon é considerado actualmente a pessoa mais rica do mundo, viu esfumarem-se 3,3 mil milhões de dólares logo na segunda-feira.
Em Nova Iorque, a turbulência parece ter acalmado e os investidores recuperaram algum optimismo. O Dow Jones regressou ao verde esta quarta-feira, mas Wall Street mantinha-se a evoluir em banho-maria.
De acordo com os analistas este é o período de fechos em terreno negativo mais prolongado desde Novembro e as quedas mais fortes desde Junho 2016, altura do voto britânico pelo Brexit.
A bolsa portuguesa acompanhou o movimento negativo, com o PSI-20 a sofrer uma desvalorização de 2,02 por cento.
As praças financeiras asiáticas também com fortes quedas: o índice japonês Nikkei 225 recuou 4,7 por cento depois de ter aberto a cair sete por cento; Hong Kong perdeu
quatro por cento.