A protecção das reservas de ouro nos municípios de Chipindo e Jamba mineira, que faz parte dos minerais estratégicos do país, foi defendida pela comissão da “Operação Transparência”, que reuniu há dias na cidade do Lubango, província da Huíla, com os órgãos do Conselho de Segurança Nacional.

Segundo o porta-voz daquele órgão, o comissário António Bernardo, o foco actual do Executivo é criar condições para que estes minerais estratégicos estejam devidamente assegurados e possam efectivamente integrar mais mão-de-obra e constituir fonte de riqueza real para o país.
De acordo com o responsável, por falta de asseguramento de muitas zonas de ouro, a população tenta invadir estas áreas e as consequências são enormes, muitas das causas, resultam em mortes.
Revelou que 30 pessoas morreram até princípio do corrente mês (Maio), em consequência do deslizamento de terra na prática de exploração artesanal de ouro, nos municípios da Jamba e Chipindo, ambos na província da Huíla.

Transparência chega no ouro
O comissário António Bernardo, que prestou as informações em conferência de imprensa, no final da reunião da comissão da Operação Transparência com o Conselho de Segurança Nacional e órgãos com relação directa no combate à imigração ilegal e a exploração ilícita de minerais precioso na província, disse que as mortes foram registadas na localidade de Mupopo, comuna de Cassinga-Tchamutete, município da Jamba e nas localidades de Tchikuele-Kapembe e Cassanda, município de Chipindo.
Disse que esta actividade tinha alguma incidência “forte” no município de Chipindo e da Jamba, mas é na última região onde estavam instalados mais de mil traficantes de ouro, vulgo “garimpeiros”, e tal actividade já deixou de existir em função das operações levadas a cabo pelos órgãos de defesa e segurança.
Indicou que existe ainda actividade semelhante no Chipindo, mas que regista também diminuição fruto da actividade das forças da ordem.
“A actividade de combate às más práticas não se circunscreve tão-somente ao esforço policial, mas também deve contar com a integração de todos os órgãos que concorrem para a normalidade da situação social, produtiva e no fundo de desenvolvimento do país, para que todos os cidadãos possam estar integrados”.
Com a finalidade de reduzir os efeitos nocivos à economia, a polícia está a desenvolver várias operações.
Resultado das operações feitas, foram nos municípios de Jamba e Chipindo onde apreenderam-se meios que os garimpeiros ilegais de ouro utilizavam para a realização dessa actividade. Sobre as causas, informou, a operação de resposta é de que os órgãos de polícia já estão a dar para minimizar esta questão.
“Nós aqui temos apenas conhecimento de uma actividade massiva de tráfico ilícito de minerais supostamente ouro. O que nos preocupa é saber de onde esses indivíduos vão depositar este mineral que vão aí buscar”, disse.
Referiu que existe foco de se criar condições para que futuramente estes minerais estratégicos do país estejam devidamente assegurados e possam efectivamente integrar mais mão-de-obra e constituir riqueza para o país.
“A eliminação deste foco não depende só da polícia, mas sim de elementos de outros sectores, que possam de alguma forma desenvolver actos para integração das pessoas no processo normal produtivo e para que eles também concorrem para o desenvolvimento nacional”.
A província da Huíla, salientou, tem 14 municípios, 52 comunas, uma população estimada em cerca de 2.831.422 habitantes e a Comissão da Operação Transparência recebeu das autoridades locais informações de alguma actividade ligada a extracção de alguns minerais estratégicos, nomeadamente e com maior incidência de ouro nos municípios da Jamba e Chipindo.
No encontro, fez-se também uma incursão para outro tipo de minerais como o granito negro, granito rosa e cinza e outros em que a província da Huíla é rica.
Na reunião, presidida pelo tenente general Américo Valente, coordenador da Operação Transparência”, analisou-se de forma exaustiva a forma como a posterior todos os órgãos integrados no sistema irão tratar desta questão.
“Não é já desconhecido por ninguém que, em função da grande actividade ilegal de exploração de ouro tivemos há muito bem pouco tempo alguns incidentes no município de Chipindo e isso, naturalmente, preocupa”.

Situação preocupa
Acrescentou que a situação preocupa o comando da Operação Transparência, a governação da província da Huíla, o país todo e tentaremos por esta via, com o Ministério que trata dos Petróleos e Minerais e do Ambiente resolver alguns problemas que foram levantados na reunião.
“Analisámos também com alguma profundidade as localidades onde esta actividade pode ser desenvolvida e que já têm empresas licenciadas e deixamos algumas orientações ao comandante do Posto Comando Auxiliar da Operação Transparente, para que junto das autoridades constituídas do Governo se pudesse resolver essa questão, notificando as empresas licenciadas para que, se ocupem da segurança do espaço a si licenciado”, defendeu.