Operação financeira da instituição bancária angolana permitiu também o auumento significativo dos resultados da sua similar em Portugal

As operações financeiras do Finibanco Angola, durante o primeiro semestre, permitiram ao aumento significativo dos lucros da sua congenere em Portugal, estimado em mais de 1,6 milhões de dólares (1,3 milhões de euros), contra os anteriores 260 mil dólares (206 mil euros) do período homólogo de 2009. Isto equivale a uma subida estimada em 1,3 milhões de dólares (1,1 milhão de euros).

O resultado líquido do período foi superior a cinco milhões de dólares (4,3 milhões de euros), dos quais mais de três milhões de dólares (2,6 milhões de euros) foram atribuídos ao grupo Finibanco. No semestre homólogo de 2009, o resultado foi de 500 mil de dólares (400 mil euros), dos quais 400 mil (300 mil de euros) atribuíveis ao grupo Finibanco.

O crédito bruto a clientes ascendeu aos 53 milhões dólares (41,8 milhões de euros), superando os cerca de 22 milhões de dólares (17,1 milhões de euros) registados em Junho do ano passado. Já os depósitos situaram-se nos 67 milhões de dólares (52,7 milhões de euros), contra os 35 milhões de dólares (28 milhões de euros) do período homólogo.

O JE apurou que o grau de transformação de depósitos em crédito situou-se em 79,3 por cento, ao passo que o produto bancário ascendia aos 12 milhões de dólares (9,6 milhões de euros), superior aos anteriores mais de 9,5 milhões (7,5 milhões de euros). Este desempenho permite um contributo positivo da sua margem financeira que se estimou em cinco milhões de dólares (4,1 milhões de euros), ao passo que os outros resultados correntes ficaram em cerca de sete milhões (5,5 milhões de euros).

Margem financeira

A margem financeira da instituição (diferença entre os juros cobrados pelos financiamentos e os juros que remuneram os depósitos) registou um aumento de mais de quatro milhões de dólares (3,2 milhões de euros) face ao período homólogo, em consequência do forte acréscimo da carteira de crédito. Os outros resultados correntes aumentaram em mais de 56 milhões de dólares (4,2 milhões de euros), justificados pelo bom desempenho da actividade cambial, que se avaliou em cerca de 3,4 milhões de dólares. O aumento do nível de comissionamento aos serviços bancários foi situado em aproximadamente dois milhões de dólares.

O Finibanco Angola constituiu, neste semestre, imparidades para crédito no montante de mais de 800 mil dólares. Os custos de estrutura atingiram os mais de três milhões de dólares, superior aos anteriores 1 milhão de dólares, dos quais 61,4 por cento são relativos aos custos com o pessoal.

A instituição dispõe no país de quatro balcões e de um centro de empresas. Durante o segundo semestre deste ano, prevê-se a continuação da implementação do plano de expansão da rede de balcões. Esta perspectiva permite ainda situar, até ao final do semestre, o custo com as infra-estruturas em 24,5 por cento.

Outros indicadores

O nível de actuação do grupo Finibanco permitiu avaliar que, de um modo geral, o rácio de solvabilidade do grupo subiu dos 11,2 por cento para os 11,5 por cento e o Tier 1, medida central da saúde financeira de um banco, do ponto de vista de um regulador, aumentou dos 7,9 por cento para os 8,3 por cento na primeira metade do ano. O banco aumentou ainda em quatro por cento a concessão de crédito, conseguindo também obter mais recursos por parte dos clientes. O crédito a empresas aumentou em mais de 5,8 por cento e o habitacional em 6,5 por cento. No entanto, o produto bancário sofreu uma redução de 1,2 por cento, situando-se nos 95 milhões de dólares (75 milhões de euros).

O grupo manteve ainda, no semestre, bons níveis de liquidez, não obstante a conjuntura desfavorável dos mercados, pelo que o rácio de transformação de recursos em crédito cifrou-se em 109,7 por cento.

Neste período, registou-se o aumento de activos elegíveis para refinanciamento junto do Eurosistema, em mais de 132 milhões de dólares (104 milhões de euros). Os recursos de clientes aumentaram 7,9 por cento, com destaque para a evolução da actividade de desintermediação que agregou mais de 27,4 por cento.

Outros créditos que mereceram destaque no desempenho da instituição registaram-se nos nos segmentos empresarial, com um aumento de 5,8 por cento, e habitacional, que cresceu em cerca de 6,5 por cento. Neste semestre, o Finibanco Portugal consegiu angariar mais de 13 mil novos clientes.

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