A Câmara de Comércio Angola - Estados Unidos promoveu esta semana, em Washington DC, nos Estados Unidos, um fórum económico para realçar as oportuniaddes de negócios, parcerias e atracção de investimentos existentes no mercado local.
Ao que soube o JE, o evento realizado à margem do encontro das organizações de Bretton Woods (Banco Mundial e FMI), reúniu entidades representativas de governos, bancos centrais e parceiros internacionais.
Angola está presente com uma delegação chefiada pela ministra Vera Daves, das Finanças.

Escritórios do IFC
Na ocasião, o presidente do Conselho de Administração do IFC – instituição financeira internacional afecta ao Banco Mundial, assegurou nesta terça-feira em Washington a abertura no mês de Novembro do seu escritório de representação em Angola.
Esta garantia foi prestada durante um encontro com a delegação angolana que participa nas reuniões anuais do Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial.
Philippe Le Houérou aproveitou a ocasião para apresentar o representante da instituição que estará baseado em Luanda assim como manifestou a disponibilidade do IFC em apoiar projectos do sector privado em áreas como as telecomunicações, infraestruturas e agro-industria.
“Angola é um país com elevado potencial e nós pretendemos ser parceiros oferecendo as nossas janelas de financiamento para apoiar o sector privado”, afirmou Philippe Le Houérou que pretende tornar Angola uma referência para a nova matriz do IFC no relacionamento com os países africanos. O IFC aprecia as reformas macroeconómicas em curso e acredita que o seu êxito irá permitir expandir o apoio ao sector privado nos próximos anos.
O PCA do IFC admitiu igualmente a possibilidade de estar Luanda em Março de 2020 para uma conferência internacional a ser organizada conjuntamente sobre o sector privado.
Ainda em Washington, a ministra das Finanças concedeu uma audiência a directora Executiva do Banco Africano de Desenvolvimento com quem abordou aspectos relacionados a organização do banco e as novas possibilidades de diversificação do portfólio de operações de crédito para Angola.

Produção petrolífera atrasa recuperação económica

Os peritos do FMI afirmam que “a economia angolana, por causa do declínio na produção petrolífera, deve contrair-se este ano e recuperar apenas moderadamente no próximo”.
A previsão do FMI aponta para 2020 um crescimento económico de 1,2 por cento. Indica ainda que este ano consentir-se-á uma recessão
de 0,3 por cento do PIB.
Para o conjunto da região da África subsaariana, o Fundo prevê um crescimento de 3,2 por cento neste ano e de 3,6 por cento em 2020, “o que é ligeiramente mais baixo, em ambos os anos, do que o previsto no relatório de Abril”.
Nas previsões, o Fundo antecipa que a inflação desça de 17,2 por cento este ano para 15 por cento em 2020 e que a balança corrente fique negativa em 2020, em 0,7 por cento do PIB, depois de registar um valor positivo de 0,9 por cento este ano.
O relatório ‘World Economic Outlook’, no original em inglês, não se debruça em pormenor sobre as economias africanas, oferecendo antes uma visão mais global da economia mundial.
A análise detalhada à África Subsaariana será lançada ainda esta semana, no âmbito dos Encontros Anuais do FMI e do Banco Mundial.
Está previsto, referiu, o restabelecimento e melhoramento da injecção de água em várias concessões e a implementação de Estratégia de Desenvolvimento de Campos Marginais.
Neste sector, o Executivo pretende ainda reiniciar a produção dos campos Raia, Bagre e Albacore no Bloco 2/5 e a entrada em produção do campo Agogo, fase 1, no Bloco 15/06 com uma produção média anual de BOPD 8 000. A entrada em produção do Projecto Gimboa Noroeste (GimNW) no Bloco 4/05, com uma produção média anual de BOPD 4 000.