Metas do Mega
O director do projecto “Bem-me-quer”, Tiago Esteves, disse que o objectivo é abrir o máximo de lojas possíveis, uma vez que estas são importantes pela localização nos bairros. “Estas lojas estão próximas das pessoas e possuem uma oferta básica que vai de encontro com as necessidades dos clientes”.
Com efeito, Tiago Esteves, lembra que esta iniciativa sempre foi uma meta da empresa, uma vez que a mesma possui know-how que pode ajudar a melhorar.
“Sentimos que tínhamos algo a fazer em termos de identidade destas lojas, além da sua marca, da informatização dos trabalhos, bem como aconselhamentos de venda”, esclareceu o responsável, acrescentando que os colaboradores das lojas beneficiam ainda de formação.
Franquias locais
Vários sectores representam boas oportunidades de investimento em franchising em Angola. É o caso da moda, designadamente: vestuário, acessórios e calçado, mas também os conceitos relacionados com estética, beleza, saúde e educação.
Outro exemplo da divulgação das marcas locais é o magnata coffee bar, um novo franchising de origem angolana, cujo desenvolvimento do conceito implicou um investimento de 43 milhões de dólares.
Diferente das grandes franquias internacionais que entram em Angola, aquela marca local pretende dinamizar a inclusão social, na absorção dos agentes económicos do sector informal pela economia formal, na canalização de recursos técnicos, financeiros, materiais e humanos para as províncias e criar condições para que todos beneficiem do clima de paz e dos frutos da reconstrução nacional e do desenvolvimento do país.
É assim que o magnata coffee, que inaugurou o primeiro quiosque da marca na marginal de Luanda, conta já com mais de uma dezena de unidades, espalhadas em várias províncias do país, numa ambição de criar cerca de 600 quiosques nos próximos anos e gerar perto de 20 mil empregos directos e indirectos em todo o país.
“Já temos franchisados em todas as províncias. Fizemos uma formação inicial de formadores, estamos a recrutar pessoas, a dar continuidade à formação e a implantar os quiosques”, avalia o presidente do Conselho de Administração do Magnata Group, Fernandes Pereira.
O gestor adiantou ao JE que, depois de alguns meses de actividade, o balanço daquele franchising é francamente positivo. “O interesse e a adesão a este tipo de negócio é grande. Estamos a envidar todos os esforços no sentido de dar resposta o mais rapidamente possível a todas as solicitações. É óbvio que ao se tratar de um projecto desta dimensão exige um grande esforço de coordenação. Por um lado, a burocracia, depois a análise e acompanhamento da viabilidade das candidaturas, a formação, a logística”, referiu.
Para se habilitar ao franchising magnata coffee bar, o candidato tem de ter uma empresa constituída para exercer uma actividade comercial. Depois, deve preencher o formulário de adesão ao franchising, nos escritórios da Magnata, ou aceder ao site. Terá ainda de pagar entre 30 a 50 mil dólares (de 3 a 5 milhões de kwanzas).
A estrutura física de um magnata coffee bar é formada por quiosques instalados em espaços públicos ou não, onde se servem pequenos-almoços, lanches e outras refeições aprovadas pelo franchising. Em cada uma das estruturas terão de trabalhar, no máximo, 16 pessoas.