Luanda acolhe entre os dias 3 e 7 de Junho do próximo ano a 3ª Conferência da indústria do “Oil & Gas 2019”, numa organização da Africa Oil & Power. A entidade justifica a escolha de Angola por ser este “o momento para os investidores globais de petróleo e gás e empresas focadas em África darem um novo olhar a Angola”.
A iniciativa quer trazer investimentos para os campos petrolíferos angolanos e dar um maior impulso à competitividade que se desenha no segmento dos hidrocarbonetos.
Para a Africa Oil & Power, o encontro de Luanda será ainda uma plataforma para o Governo divulgar as novas oportunidades na indústria petrolífera angolana, acção que inclui os processos de licenciamento de novos blocos petrolíferos, a legislação para exploração e investimento de gás, exploração de campos marginais de petróleo, exploração no Onshore e investimentos em áreas da cadeia petrolífera, como Upstream, Midstream e Dowsntream.
Pretende-se com esta conferência maximizar o valor criado para a economia angolana e trazer investidores que possam aumentar a competitividade no mercado petrolífero e usar a indústria petrolífera como catalizador principal no impulsionar da economia em geral.

Sector mostra resiliência
Conforme se pode ler na nota de imprensa a que o JE teve acesso, o sector viu várias mudanças, incluindo uma queda sustentada nos preços do petróleo.
“Graças às reformas, Angola está mais forte e melhor posicionada no actual clima de investimento. Estamos ansiosos por usar Angola Oil & Gas 2019 como uma plataforma para capitalizar novos negócios e despertar novo interesse no sector à medida que os projectos avancem”, lê-se.
Angola Oil & Gas 2019 será o principal local para a apresentação de projectos de petróleo e gás, actividade de exploração em curso, fusões e aquisições e apresentação de empresas, que operam no segundo maior produtor de petróleo da África, com 1,5 milhões de barris/dia.
A conferência será a plataforma definitiva para o Governo divulgar detalhes sobre a próxima rodada de licitações de petróleo e gás e revelar nova legislação para exploração e investimento de gás em campos marginais de petróleo. Também um ponto focal do programa será a criação de uma nova Agência Nacional de Petróleo, que em 2019 assumirá o licenciamento de petróleo e gás.
No encontro de Luanda está em perspectiva vários acordos de novos negócios entre os principais investidortes do negócio.

Indústria Extractiva pesa 85 por cento nos preços

A indústria extractiva do petróleo em Angola teve um peso 85 por cento no Índice dos Preços dos Produtores (IPP), do primeiro trimestre de 2017 ao segundo trimestre de 2018.
De acordo com o técnico do Instituto Nacional de Estatística (INE) Adão Francisco, citado pela Angop, as variações do IPP foram influenciadas pelos preços de extracção do petróleo, exercendo assim um peso considerável.
Adão Francisco, que apresentou esta semana o tema “Estatísticas Industriais: Índice de Preços no Produtor”, no âmbito das celebrações do 18 de Novembro, Dia Africano de Estatística, disse que no período em referência foram registadas duas variações significativas, sendo uma observada no primeiro trimestre de 2017, com uma taxa de variação de 19,7% e a outra com 36,3% no segundo trimestre de 2018.
Neste período, notou-se que o Índice de Preço no Produtor a nível nacional foi influenciado pelo índice de preço do produtor da indústria extractiva.
“Se a indústria extractiva tiver uma cedência para cima ou variação positiva, a mesma magnitude pode-se verificar no índice de preço do produtor a nível nacional”, esclareceu.
No período em que foram registadas as taxas de variações negativas, entre o segundo trimestre de 2017e o terceiro trimestre de 2018, foi a fase em que se verificou também baixa do preço do barril de petróleo.
Quanto à variação de preços por tipo de bens, observou-se que os bens relacionados ao sector da energia também foram influenciados pela variação do preço da actividade de extracção de petróleo.
No primeiro trimestre de 2017, o preço dos produtos de energia registou uma variação de 37,8%, enquanto no primeiro trimestre de 2018 a variação foi de 38,3%.
O IPP conta com as indústrias extractivas, transformadoras, produção e fornecimento de electricidade, gás e tratamento de água.

Petróleo brent vende a usd 64

O barril de petróleo Brent para entrega em Janeiro abriu, terça-feira, no mercado de futuros de Londres, cotado a 66,49 dólares, uma variação negativa de 0,7% em relação ao fecho de segunda-feira.
Os investidores, que apostam na continuidade da baixa do petróleo, não estão a facilitar a Opep na condução de uma política de recuperação dos preços, auxiliados pela Rússia, sempre favorável ao corte na oferta mundial do petróleo.
O ministro da Energia da Rússia mantém a idéia de que o seu país e os aliados na Opep devem monitorar o mercado de petróleo nas próximas semanas, para decidir sobre qualquer redução na produção, segundo informou a Bloomberg.
“Precisamos ver como a situação desenvolve-se em Novembro e início de Dezembro, para entendermos melhor as condições actuais e as perspectivas de inverno”, disse.

Conteúdo Local debatido em Luanda

Luanda acolhe, nos próximos dias 26 e 27, no hotel EPIC SANA Luanda, a Conferência e Exposição sobre Conteúdo Local na Indústria de Petróleo e Gás em África, promovida pela Organização dos Países Produtores Africanos (APPO), e organizada pela empresa britânica AMTrade.
Pela segunda vez, Angola foi escolhida para ser o destino ideal para reunir especialistas da indústria internacional de petróleo e gás. A conferência é organizada pela Organização Africana de Produtores de Petróleo (APPO), o Ministério dos Recursos Minerais e Petróleo da República de Angola e a Organização do Comércio AME Trade.
O conceito de Conteúdo Local nada mais é do que a proporção dos investimentos nacionais aplicados em um determinado bem ou serviço, correspondendo à parcela de participação da indústria nacional na produção desse bem ou serviço. Assim, quando uma plataforma ou refinaria, por exemplo, possui um alto índice de conteúdo local.