A forma como o Estado angolano tem vindo a actuar e deveria actuar, de modo a garantir a sustentabilidade nacional  através da gestão equilibrada do petróleo, ao longo destes anos, é a principal motivação da obra que se assume como instrumento académico de investigação e análise.

O livro de 260 páginas, da autoria da engenheira Albina Faria de Assis Pereira Africano, foi lançado na terça-feira (2) , em Luanda, e está a ser comercializado ao preço de  quatro mil kwanzas. A obra, que  faz menção à dinâmica da indústria petrolífera
Angola/Noruega, consiste num estudo de caso entre os dois países, dada a semelhança histórica inerente aos períodos de
exploração “offshore” deste recurso mineral.

Além do estudo do caso, o livro apresenta  temas relativos à exploração, pesquisa, produção, refinação, gás, evolução histórica, situação actual, comercialização, mercado nacional e internacional, legislação petrolífera tributária, aduaneira e  ambiental, políticas de concessão e contratos e sustentabilidade dos contratos.

A autora do livro chamou a atenção para a necessidade de se  transformar os recursos não renováveis  em renováveis,   o que  só é possível, disse,  se  se  pensar em termos de sustentabilidade. Albina Assis disse,  igualmente,  que é  necessário  pensar-se num programa intra-geracional  que afecte a  geração  presente  e  a futura.”Vamos  fazer, mas vamos pensar que temos  mesmo que fazer. É possível  diversificar  a economia “, sublinha.

Perfil
Albina Faria de Assis Pereira  Africano é licenciada em engenharia química pela então Universidade de Luanda. Foi  ministra dos  Petróleos,  da  Indústria  e assessora  especial do Presidente da República de Angola.  Em  1983, entrou na Fina Petróleos  onde  desempenhou o cargo de subdirectora da Refinaria de Luanda. Foi a primeira  presidente do Conselho de Administração da Sonangol  de 1991 a 1992, cargo que culminou  com a sua entrada  no Governo.

Opinião
Na cerimónia de  apresentação, o economista  Alves da Rocha  disse que  a exploração  do  recurso  natural (petróleo)  leva  ao seu  esgotamento  a médio ou a longo prazo.

Referiu   que  a gestão  estratégica do recurso  pode ser assegurada com  a intervenção do Estado (regulação económica) ou  dando  primazia aos mecanismos de mercado  que, em condições normais,  devem  assegurar  uma  racional e eficiente alocação de recursos.