A Comissão do Mercado de Capitais (CMC) realizou, até ontem, por via telefónica, preenchimento de questionários e entrevistas presenciais inquéritos para avaliar as atitudes e os comportamentos da população de Luanda, na gestão das finanças pessoais e os seus conhecimentos financeiros básicos.
Juntamente com o BNA e a ARSEG, a CMC é dos “players” reguladores do segmento financeiro encarregue de efectuar estudos sobre a compreenssão financeira das famílias, e desta forma, providenciar serviços básicos.
Aliás, a educação financeira é um dos pilares assumidos pela Comissão do Mercado de Capitais (CMC) no quadro dos seus objectivos de desenvolvimento.
O Gabinete de Literacia Financeira da CMC associa-se a outras entidades no diagnóstico das necessidades, pelo que planeia e desenvolve actividades destinadas a diferentes públicos-alvo, procurando em permanência medir a eficácia dessas iniciativas.
O Programa Nacional de Educação Financeira é uma iniciativa da Comissão do Mercado de Capitais (CMC), que procura congregar o esforço de outras entidades, públicas e privadas, no sentido de aumentar a literacia financeira dos angolanos, designadamente em matérias relacionadas com o Mercado de Capitais.
Na perspectiva da CMC, a geração de riqueza que o mercado de capitais providencia, regressa às famílias, pior via da criação de emprego mais qualificado e pelos juros e dividendos que os empreendedores pagam às famílias pela utilização do seu dinheiro. Garantem, por outro lado, que o mercado de capitais trará perspectivas e novos desafios para todos os empresários, através de instrumentos financeiros que favorecem os empreendedores; modernizam o tecido empresarial e remuneram as poupanças das famílias.
O desenvolvimento da literacia financeira dos cidadãos, para perceberem as oportunidades que o mercado de capitais proporciona e conhecerem os riscos a que estão sujeitos quando investem em instrumentos financeiros como acções, obrigações, unidades de participação, obrigações de tesouro e outros também constitui uma das preocupações da CMC.

Outras consultas
Já no âmbito do interesse de muitos agentes económicos manifestado nos últimos tempos, a Comissão de Mercado de Capitais levou à consulta pública, em Dezembro último, o projecto de Regulamento sobre a Oferta Pública de Contratos Relativos ao Investimento em bens Corpóreos.
“O mercado ainda não dá tratamento a este assunto. A preocupação da CMC é garantir o mínimo de protecção aos investidores na eventualidade de surgir este tipo de oferta”, disse o director do departamento de Política Refutatória e Normas da CMC, Herlander Diogo.
Ao falar à margem do acto da apresentação pública do referido regulamento, Herlander Diogo referiu que o instrumento jurídico, a ser aprovado, vai regular um conjunto de operações que o oferente recebe do cliente qualquer quantia em contrapartida ou com vista a aquisição de bens corpóreos determinados ao mesmo tempo que assume a obrigação de celebrar quaisquer outros negócios relativos a este assunto.
O regulamento disponível no website da CMC traz informações sobre investimentos para que os mesmos tenham noção das áreas onde vão fazer a aplicação das suas poupanças e alguns detalhes sobre captação de fundos para investir.