Na manhã da última terça-feira, os juros da dívida a dois anos desciam para -0,598%, face aos -0,593 registados na segunda-feira. O actual mínimo de sempre é de 0,065% e foi alcançado em 15 de Agosto.
No prazo a cinco anos, os juros desciam -0,310 por cento, em relação aos -0,374 na sessão anterior. Os juros da dívida portuguesa no prazo a cinco anos registaram o seu mínimo, de -0,374, na segunda-feira.
Também no prazo a 10 anos, os juros da dívida soberana portuguesa desciam para 0,128, quando na véspera se situavam em 0,161.
Portugal foi ao mercado na passada quarta-feira, 21, para emitir até 1 mil milhões de euros em Bilhetes do Tesouro (BT) a três e a 11 meses, informara aos mercados o IGCP.
“O IGCP, E.P.E  realizou no passado dia 21 dois leilões das linhas de BT com maturidades em Novembro de 2019 (BT 22NOV2019) e em Julho de 2020 (BT 17JUL2020)”, informou a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP).
Segundo a entidade liderada por Cristina Casalinho, os dois leilões tinham  um montante indicativo global entre 750 milhões e mil milhões de euros.
No último leilão comparável, em 19 de Junho, Portugal colocou 1.250 milhões de euros, montante máximo anunciado, em BT a três e a 11 meses, a taxas de juro ainda mais negativas nos dois prazos.
De acordo com a página do IGCP na agência Bloomberg, a 11 meses foram colocados mil milhões de euros em BT à taxa de juro média de -0,395%, mais negativa do que a registada em 17 de Abril, quando foram colocados 950 milhões de euros a -0,368%.
A três meses foram colocados, também em 19 de Junho, 250 milhões de euros em BT à taxa média de -0,425 por cento, mais negativa do que a verificada em 17 de Abril, quando foram colocados 300 milhões de euros a -0,415 por cento.
A procura atingiu 1.705 milhões de euros para os BT a 11 meses, 1,71 vezes superior ao montante colocado, e 775 milhões de euros para os BT a três meses, 3,10 vezes o montante colocado.
A influenciar todo este ambiente das bolsas esteve as mudanças no PIB dos EUA que cresceram 2,0% no 2.º trimestre, uma revisão em baixa da primeira estimativa de 2,1% feita pelas agências.

Indicadores macroeconómicos dos principais mercados internacionais

Números mistos nas bolsas europeias, seguindo a tónica semanal de movimentos suaves. A sessão começava com boas notícias provenientes da China, após as autoridades políticas do país reafirmarem a sua intenção, em manter as políticas expansionistas que assegurem um nível de crescimento alto.
Na Europa foram conhecidos diversos indicadores macroeconómicos. O PMI de serviços do mês de Novembro foi positivo (46,7 face a 45,7), tal como a leitura britânica que também surpreendeu pela positiva. O mesmo não se pode dizer das vendas do sector retalhista da Zona Euro, que ficou muito aquém das expectativas em Outubro, (-1,2% face a 0,1%) com um valor homólogo de (-3,6% face a -0,8%).
O Tesouro Espanhol realizou um mal sucedido leilão com maturidades de médio e longo prazo, no qual não foi possível captar o capital pretendido. A rentabilidade manteve-se estável, melhorando a 3 e 10 anos e piorando a 7. O mesmo passou-se com a procura, não obstante a cotação da maturidade a 10 anos piorou após o leilão.
O tesouro italiano, por sua vez, realizou um leilão de dívida a três anos com grande êxito. Os prémios de risco periféricos mantêm-se estáveis após as significativas melhorias de terça-feira, impulsionadas pela combinação da melhoria da dívida periférica.

Incumpridores são sancionados

O Banco Nacional de Angola, no âmbito do monitoramento das actividades das instituições financeiras, no período de Janeiro a Junho de 2019, instaurou 343 (trezentos e quarenta e três) processos sancionatórios, que culminaram com a aplicação de 130 (cento e trinta) sanções pecuniárias, no valor total de kz 529 875 859,98 (quinhentos e vinte e nove milhões, oitocentos e setenta e cinco mil, oitocentos e cinquenta e nove Kwanzas e noventa e oito cêntimos), e 15 admoestações registadas.

Bolsa dos eua injecta 1,3 bilião

A dinâmica extremamente despreocupada das bolsas é francamente surpreendente, mas neste contexto está demonstrada a importância crucial das medidas monetárias dos distintos bancos centrais. A FED foi a instituição mais ambiciosa nesse sentido (e consequentemente a bolsa americana tem vindo a ser a melhor desde 2009), sendo que ainda estão por injectar mais de 1,3 biliões de dólares até que o desemprego desça dos 6,5 por cento e se terminem os programas de compras.

Tesouro reduz taxa de referência

No início deste ano, a taxa BNA era de 15,75 por cento, o que também já era uma redução em relação aos indicadores de Novembro de 2018 (16,5 por cento).
Nessa base, o Comité de Política Monetária do Banco Nacional de Angola (CPM) reuniu hoje, dia 26 de Julna sua reunião de Junho decidiu manter a Taxa BNA em 15,50%. na ocasião, O CPM decidiu manter inalterada a taxa de juro da Facilidade Permanente de Absorção de Liquidez em 0% e os coeficientes das Reservas Obrigatórias em moeda nacional em 17% e 15% em moeda estrangeira.
Estas decisões foram sustentadas pelo facto da inflação homóloga continuar com a sua trajectória decrescente, não obstante a Base Monetária em moeda nacional, variável operacional da política monetária, ter expandido em 3,28% em Junho de 2019.
Popularmente conhecida como TR, a Taxa Referencial nada mais é do que uma taxa de juros de referência utilizada para determinar o rendimento de investimentos no país.
A Taxa Referencial é calculada tendo como base a média ponderada – conhecida como Taxa Básica Financeira (TBF) – das taxas de juros pagas diariamente pelos CDBs (aplicações de renda fixa emitida pelos bancos) prefixados de algumas das principais instituições financeiras.