Um total de 3 bancos, designadamente Millennium Atlântico (BMA), Angolano de Investimentos (BAI) e de Fomento Angola (BFA), negociaram desde o início do mês até este momento na Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA), um valor global de 11,01 mil milhões de kwanzas (Usd 33,7 milhões).
A informação diária publicada pela Bodiva, na sua página de Internet, mostra que o Atlântico com 7,6 mil milhões; o BAI com 2,3 mil milhões e o BFA com 1,6 mil milhões de kwanzas, por esta ordem.
No seu “Dashboard” de mercado, a Bodiva
No mês de Maio do ano passado, o ambiente financeiro mostrou um cenário de maior optimismo, na altura impulsionado pela ida do Estado aos mercados internacionais para cooptar novos financiamentos.
Angola voltou, naquela data, aos mercados internacionais, depois da primeira emissão de Eurobonds a 10 anos que fizera em 2015. Na emissão de Maio, com o suporte de três bancos internacionais, designadamente Goldman Sachs, ICBC Standard e Deutsche Bank, o Estado emitiu dívida em duas tranches, a 10 e a 30 anos. No prazo dos 10 anos, foram emitidos 1,75 mil milhões de dólares à taxa de juro de 8,25%. No prazo mais longo, o montante alocado totalizou 1,25 mil milhões, com um custo em juros de 9,375%. A procura chegou aos 9 mil milhões de dólares (com um pendor maior para a dívida a 10 anos), perfazendo 3 vezes a oferta.
Neste momento a expectativa ao nível dos mercados está no facto de a Comissão do Mercado de Capitais (CMC) ter dado garantias que o Mercado de Obrigações deverá evolui, talvez ainda este ano, para um Mercado de Acções Puro, e isso com o programa de privatização que está em preparação avançada.