Está a ser vendida aos montões nas esquinas das ruas e praças informais. Por um balde de 10 quilogramas, no mercado do Cantinton, só precisarás de até mil kwanzas.
Há laranja à farta por esta altura. Tocadas ou não, por estes dias até dá mais gozo tomar um sumo natural.
A nossa equipa diante do frenesim que constata, pois depara-se com muita laranja exposta nas bancadas defronte de casas, sobretudo em avenidas.
Por exemplo, quatro a seis laranjas estão a ser vendidas entre 100 e 200 kwanzas nas vendedoras do Rocha-Pinto. Mas mal queiras entrar na zona da parábolica, Gamek, que dá acesso ao famoso “Catinton” e as ofertas de laranja, abacate e abacaxi são tentadoras. Engana-se quem compra à entrada. No interior é ainda mais assustadora a oferta.
Paga-se, as vezes, 500 kwanzas para mais de trinta laranjas saudáveis, talvez questionadas pela alta exposição à temperatura diária, que mesmo em cacimbo, Luanda assinala no pico entre a manhã e a tarde uns quentes 25 a 28 graus celsius.
Não fosse estas desvantagens de comprar na rua, porque os supermercados quase ou pouco baixaram (quilograma de fruta em média custa kz 500), o consumo de fruta natural e de produção nacional estaria bem mais acessível.
Mas se a máxima for válida e segundo ela “quem não arrisca não petisca”, entende-se o corre-corre das revendoras para os mercados como Catinton, Km 30 ou rocha parque, porque final compram a preços baixos e na revenda dá algum lucro. IL