Portugal voltou, esta semana, aos mercados para colocar mais de mil milhões de Obrigações do Tesouro a cinco e sete anos, mas os juros subiram face à última emissão, ntendência seguida pela procura que ultrapassou a oferta nas duas maturidades, a cinco e sete anos.
De acordo com a Dinheiro Vivo, o leilão do IGCP colocou 1,18 mil milhões de dívida, quando o montante pretendido era entre mil milhões e 1,25 mil milhões. Ou seja, o IGCP não foi alcançado o limite máximo pretendido.
A taxa de maturidade a cinco anos foi mais elevada, fixando-se em 2,75 por cento face aos juros de 2,112 por cento da última operação comparável, em Novembro. A procura ultrapassou 1,5 vezes a oferta e o montante colocado foi de 630 milhões de euros. A sete anos, a taxa foi de 3,668 por cento, face aos 2,817 da última emissão, em Setembro, com a procura a ser mais de o dobro da oferta e o montante colocado a chegar
aos 550 milhões de euros.
Para Filipe Silva, director de Gestão de Activos do Banco Carregosa, as operações correram bem e considera que a subida das taxas já era esperada, sobretudo devido ao comportamento das taxas de juro em Portugal e na Europa,
“Num movimento justificado por alguns sinais de inflação que levam os investidores, sobretudo nos prazos mais longos, a protegerem-se de uma eventual subida de juros”, disse.