A chegada efectiva da Bolsa de Valores caminha de forma acelerada, o que justifica os esforços empreendidos pelos promotores da iniciativa em assegurar um maior e melhor esclarecimento aos operadores sobre como esta importante instituição financeira deve operar no mercado.

Sabe-se que, além de  mobilizar investimentos e novos investidores, a Bolsa de Valores enquadra-se, seguramente, como uma estratégia dos países para aumentar o seu prestígio internacional e ver apoiada as suas iniciativas de estabilização dos principais indicadores económicos.

No entanto, as empresas ou instituições que delam tomam parte têm sobre si um conjunto de regras e procedimentos a observar, o que também abre portas à massificação da informação disponível. Aumentar a literacia dos intervenientes e domínio do conjunto de termos, conceitos e definições, enquadra-se nesta perspectiva, aliás, esse posicionamento justifica a recente publicação pela Comissão do Mercado de Capitais de Angola de um glossário que aqui retomamos.

O Que são Notações de Risco de Crédito?
Quem investe numa obrigação, está a emprestar dinheiro à entidade emitente. A primeira consideração a fazer, é garantir que a amortização é feita com juros.
A qualidade do crédito pode ser uma ferramenta valiosa na avaliação a fazer, porque se refere à capacidade da entidade emitente em gerar juros e o pagamento atempado na sua totalidade.

A qualidade do crédito pode também ter impacto na taxa de juro de uma obrigação. Com frequência, as entidades emitentes avaliadas como tendo elevada qualidade de crédito, pagam um juro mais baixo porque as suas obrigações têm menor risco de incumprimento. Para entidades emitentes avaliadas como tendo crédito mais fraco, normalmente têm taxas de juro mais elevadas para compensar um maior risco de incumprimento. Muitos investidores procuram informação junto de agências de notação de crédito ou de rating, como a Standard & Poor’s (S&P), a Moody’s ou a Fitch, para analisar as entidades emitentes e avaliar as suas obrigações.

O que pode levar um investidor a escolher obrigações?
Face aos diversos tipos de obrigações emitidas (que não se esgotam no elenco registado acima), o investidor deverá, previamente à sua aquisição ou subscrição, analisar as condições de emissão por forma a seleccionar o tipo de investimento que pretende e mais adequado ao seu per?l, solicitando ao seu intermediário ?nanceiro toda a informação necessária à formação da sua decisão de investimento.
Apesar de as obrigações serem uma das opções mais seguras para investir, há vantagens e desvantagens que deve considerar antes de tomar uma decisão.

É possível negociar directamente em bolsa sem recorrer a um intermediário financeiro?
Não. Para negociar no mercado bolsista, o investidor deve ter uma conta num intermediário ?nanceiro certi?cado que  introduzirá as suas ofertas na plataforma tecnológica que suporta a negociação. Os intermediários ?nanceiros dispõem de pro?ssionais que se dedicam à análise de mercado.