A Comissão do Mercado de Capitais (CMC) promoveu, recentemente, um seminário sobre este segmento dirigido aos quadros da Casa Civil da Presidência da República.

O evento, que decorreu nas instalações da Casa Civil, em Luanda, teve como prelectores Patrício Vilar e Vera Daves, administradores executivos da CMC e contou com a participação, na audiência, de directores, assistentes e técnicos daquela instituição que faz parte dos Serviços de Apoio ao Presidente da República.

O administrador Patrício Vilar abordou na sua apresentação os conceitos básicos sobre o Mercado de Capitais e aproveitou a ocasião para dar um ponto de situação da implementação do Mercado de Capitais em Angola.

Na ocasião, enfatizou a pertinência do desenvolvimento do mercado de dívida pública atendendo ao período que se vive actualmente marcado pela diminuição de receitas do Estado devido à queda do preço do petróleo no mercado internacional. Disse ainda que o Mercado de Capitais apresenta-se como um meio viável para promover a alteração do actual quadro, na medida que permitirá canalizar poupanças tanto internas como externas para a prossecução das metas definidas para o país.

Por sua vez, a administradora Vera Daves interviu no evento com a abordagem sobre as implicações da admissão de Angola como membro da IOSCO (Organização Internacional das Comissões de Valores), facto que permitirá, dentre outras vantagens, dotar a CMC de maior capacidade de obtenção de informações junto de entidades congéneres de países onde o Mercado de Capitais se encontra num nível de desenvolvimento mais avançado, bem como harmonizar a legislação do mercado angolano aos princípios universalmente aceites.

Esta iniciativa insere-se no âmbito de uma série de seminários que a CMC tem vindo a desenvolver junto de entidades nacionais com vista a aumentar o grau de conhecimento sobre o Mercado de Capitais e promover um mercado seguro e robusto.

Bodiva
Numa outra actividade, a administração da Bolsa de Dívida e Valores de Angola (BODIVA) anunciou ter registado, em Maio, a negociação de 27.779 Obrigações do Tesouro, movimentando assim, um montante superior a cinco (5) mil milhões de kwanzas, sensivelmente 47 milhões de dólares. As operações foram, integralmente, registadas pelo intermediário financeiro, Banco de Fomento Angola (BFA) que, recorde-se, foi também a primeira entidade a registar-se na Bodiva como membro de negociação e liquidação.

Com o arranque do MRTT, a Bodiva tem como objectivo permitir aos investidores particulares e institucionais o registo em mercado regulamentado de operações de compra e venda de títulos do tesouro, que até agora eram afectuadas, sem o conhecimento dos restantes participantes do mercado de dívida pública titulada, e do público em geral.

No entanto, vale recordar que todo e qualquer investidor que pretenda transaccionar títulos de dívida do Estado angolano, deverá contactar os intermediários financeiros licenciados pela CMC e registados na Bodiva, nomeadamente, os bancos de Fomento Angola (BFA), Angolano de Investimentos (BAI) e o Millennium Angola (BMA).