O preço do petróleo está a subir nos mercados internacionais, com o Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e utilizado como referência para as importações nacionais, a somar 0,28% para 79,25 dólares por barril, e o West Texas Intermediate (WTI) a avançar 0,43% para 70,15 dólares.
Esta subida acontece numa altura em que ganha força a expectativa de que os preços do crude vão manter a tendência de subidas, isto depois de a Arábia Saudita ter sustentando que deixará em breve de ser possível que as sanções financeiras aplicadas pelos EUA ao Irão não impliquem subidas no
valor do barril de petróleo.
Agência Internacional de Energia (AIE) lançou o alerta sobre a potencial descida da oferta no mercado petrolífero, caso as descidas dos fornecimentos no Irão e na Venezuela não sejam compensadas por outros produtores.
“As coisas estão a apertar”, afirma a AIE no relatório mensal, onde acrescenta que “se as exportações do Irão e da Venezuela continuarem a cair, os mercados podem apertar e os preços do petróleo podem subir” a menos que ocorram aumentos
de produção noutros locais.
Mesmo antes de entrarem em vigor, as sanções dos Estados Unidos ao Irão já começaram a provocar uma redução “significativa” nas exportações de petróleo por parte deste país do médio oriente. A pressão sobre o Irão vai aumentar e a crise económica na Venezuela levou a produção petrolífera neste país para
mínimos de várias décadas.
Com estes dois países a colocarem menos petróleo no mercado, permanece incerto se os países membros da OPEP, como a Arábia Saudita, vão compensar esta quebra, refere a AIE.
A Arábia Saudita aumentou a produção em 70 mil barris no mês de Agosto, para 10,42 milhões de barris diários, o que se situa abaixo dos 11 milhões com que se tinha comprometido no âmbito do acordo celebrado
entre a OPEP e a Rússia.
O alerta da AIE surge numa altura em que os preços do petróleo estão já em alta, sendo que ontem o Brent superou os 80 dólares por barril na bolsa de Londres.
Se do lado da oferta os riscos são muitos (os “stocks” nas economias desenvolvidas já estão abaixo da média), na procura a AIE tem como cenário central a manutenção do consumo em 2019. Isto apesar de reconhecer que existem desafios para os mercados emergentes.