“Angola é um elefante em termos de potencialidades mineiras”, referiu o ministro Diamantino Azevedo, na abertura do “Dia de Angola”, na Feira Internacional de Minas da África do Sul, assinalado na terça-feira, 3, no mesmo momento que solicitou que os investidores “venham, que o momento é agora”.
Diamantino Azevedo avançou que Angola procura por companhias que ajudem a materializar o programa da diversificação da economia fora do petróleo, tendo na mineração um dos maiores desafios. “Por isso, convido todas as grandes empresas internacionais e juniores a investirem na mineração em Angola”, disse.
Para sustentar, indicou como prova das facilidades concebidas o facto de o Mirempet e o Ministério do Interior terem criado, nas instalações do primeiro organismo, um posto para a concessão de vistos a investidores do sector dos Recursos Minerais.
O ministro notou que a nova Lei do Investimento Privado concede múltiplas facilidades aos investidores e todas as instituições angolanas são chamadas a dar o apoio necessário aos interessados. “O diamante é o sector que mais se explora e contribui para a nossa economia, mas o Governo não só olha para os diamantes”, referiu.
“Estamos a trabalhar também noutros recursos minerais, a característica de mineração é de longo prazo, precisa-se muitos anos de pesquisa para haver resultados, daí estarmos aqui para atrair várias empresas do sector, grandes e pequenas, para investirem no nosso país”, reforçou o ministro angolano dos Recursos Minerais e Petróleos.
Antes da abertura do dia de Angola, Diamantino Azevedo manteve um encontro com a ministra canadense das Pequenas e Médias Empresas e Promoção de Exportações e Comércio Internacional, Mary Ang, com quem abordou questões ligadas às oportunidades de investimento no sector e as reformas em curso em Angola tendentes a melhorar o ambiente de negócios.
Questões como transferência e processos mais optimizados nos negócios em Angola foram explicados à governante canadense.
Ainda no “Dia de Angola” no Indaba Mining, o ministro também recebeu a presidente de exploração da diamantífera sul-africana De Beers, Julie Kong, com quem as autoridades minerais angolanas têm mantido contactos, com vista ao regresso das operações da empresa ao país.
Aberta no dia 3 de Fevereiro, o “Indaba Mining”, encerrou ontem com a realização de conferências e palestras e de vários outros encontros de trabalho entre os dirigentes do sector de diversos países. Indaba Mining é uma das maiores conferências de exibição do sector mineiro a nível mundial.

Mudanças visam tornar o sector mais competitivo

Angola introduziu mudanças no sector petrolífero para torná-lo mais eficiente e competitivo nos segmentos da exploração, produção e distribuição, disse quarta-feira, na Cidade do Cabo, África do Sul, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo.
O ministro, que participou na Feira Internacional de Minas, mais conhecida por “Indaba Mining”, disse, em entrevista ao canal de televisão South African Broadcasting Corporation (SABC), que a estratégia do sector é aumentar a capacidade de produção, refinação e distribuição de petróleo e seus derivados.
Apesar de o país produzir mais de 1,4 milhões de barris de petróleo por dia, o ministro lembrou que Angola importa 80 por cento das suas necessidades em termos de derivados de petróleo, daí ter “lançado mão” a três projectos de construção de refinarias com capacidade de 200 mil, 100 mil e 60 mil barris dia, respectivamente, nas províncias de Benguela, Cabinda e Zaire.
Além da construção de três novas refinarias, disse estar igualmente em curso a recuperação e ampliação da Refinaria de Luanda e quando todos estes empreendimentos estiverem a funcionar em pleno Angola será auto-suficiente e poderá exportar o excedente.
Informou que uma outra estratégia tem a ver com o aumento da capacidade de armazenamento em terra, porque, actualmente, maior parte dos derivados de petróleo é armazenada no mar.
Em relação ao subsector mineiro, recordou que o Governo lançou há anos o programa de levantamento cartográfico de todo o sector mineiro, plano que se encontra na sua fase de conclusão, indo ser divulgada até final do ano a real capacidade
mineira de Angola.