A construtora liderada por Gonçalo Moura Martins anunciou que vai propor aos accionistas a distribuição de um dividendo de 7,4 cêntimos por acção, por conta dos resultados de 2018.
A proposta de remuneração aos accionistas da Mota-Engil, que vai ser votada em assembleia geral, aponta para um pagamento total de 17,57 milhões de euros.
De acordo com a proposta, publicada na Comissão de Mercado de Valores Mobiliário, cada acção será remunerada com um dividendo ilíquido de 7,4 cêntimos.
A empresa liderada por Gonçalo Moura Martins encerrou a sessão de quarta-feira a perder 1,91 por cento para 2,055 euros. Tendo em conta esta cotação de fecho, ao dividendo proposto de 7,4 cêntimos por acção corresponde uma rendibilidade (“dividend yield”) de 3,6 por cento.
O resultado líquido atribuível a accionistas da Mota-Engil atingiu os 24 milhões de euros em 2018, contra 2 milhões no ano precedente, informou a empresa no passado dia 1 de Março. Uma vez que vai usar 17,5 milhões para pagamento de dividendos, o payout é de 72,9 por cento.
Quando divulgou os resultados de 2018, a Mota-Engil anunciou que iria voltar a distribuir dividendos.
Recorde-se que os resultados de 2017 (apenas 2 milhões de euros de lucros) levaram a Mota-Engil a não pagar dividendos no ano passado, o que não acontecia há mais de 20 anos.
Com os lucros a subirem em 2018 a Mota-Engil confirmou então a 1 de Março que iria retomar a remuneração aos accionistas, tal como tinha prometido quando anunciou os resultados do primeiro semestre.
Na apresentação de resultados, a Mota-Engil referiu que o pagamento de dividendos iria ser retomado em linha com a política de payout de 50 a 75 por cento dos lucros – o que se confirmou.