A Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e cinco empresas petrolíferas assinaram, em Luanda, dois acordos para a exploração, desenvolvimento e produção de gás natural e partilha de custos, que prevêem produzir cerca de 420 milhões de pés cúbicos de
gás/dia, a partir de 2022.
O projecto, avaliado em usd 2 mil milhões, prevê a exploração e desenvolvimento dos recursos de gás natural, que serão feitas nos blocos 1, 2, 3, 14 e 15, e tem por finalidade colmatar o declínio no fornecimento de gás à planta do Angola LNG, situada na província do Zaire.
Foram signatários dos dois protocolos os presidentes do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, da Sonangol Pesquisa & Produção, Ricardo Van-Deste, os directores das empresas ENI, Andrea Giaccardo, da BP Stephen Wills, da Total, Olivier Juony, Angola LNG, Amadeu Azevedo e o da Chevron, Darek Magnes.
Actualmente, a produção de gás no país, através da Angola LNG, oscila entre 800 e 900 milhões pés cúbicos/dia, e, a partir de 2022, com a entrada em funcionamento deste consórcio, poderá aumentar até metade desta produção.
No consórcio, a Chevron tem a participação de 31 por cento, a BP 11,8, a Total (11,8), a ENI (25,6) e a Sonangol PP (18,8).
Na cerimónia, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, considerou necessário, para o sucesso do gás natural, o conhecimento do gás natural, legislação adequada para a sua promoção e apoio à Angola LNG, para a promoção desta indústria nacional.