Na próxima semana, isto a 30 de Novembro, a Opep vai debater sobre um corte na produção de petróleo de 4.0 a 4.5 por cento para todos seus membros excepto para Líbia e Nigéria, porém a possibilidade de sucesso depende de um acordo com o Iraque e o Irão, que estão longe de dar como certo seu apoio à medida. A informação consta de uma publicação do site investing.com do Brasil.
Após a Arábia Saudita iniciar uma ofensiva diplomática para juntar mais membros da Opep ao seu plano de redução da oferta mundial, o preço do petróleo WTI subiu de 42.87 (14/11) até atingir uma máxima 49.35 (22/11) e o petróleo brent subiu de 44.21 (14/11) até atingir uma máxima de 50.85 (22/11), ambos tiveram uma valorização de cerca de 15 por cento no período. Nesse contexto, as acções Petr4 saíram de 13.33 (14/11) até atingir uma máxima de 16.08 no mesmo intervalo de tempo com uma valorização
de cerca de 20 por cento.
Sabemos que os papéis da Petrobras são fortemente influenciados pelo valor internacional do petróleo e no momento esse é o principal factor impactando no valor dos papéis da empresa. Como ainda não se sabe se ocorrerá um possível corte na produção de petróleo, e no caso de ocorrer, quais serão os países participantes do acordo, ainda paira muita incerteza sobre o potencial de valorização das acções da empresa neste momento.
Considerando que o WTI e o brent se aproximaram do nível de 50$ o barril, por ser um nível muito representativo, este valor poderá actuar como resistência, até que seja decidido sobre o potencial corte ou congelamento de produção de membros da Opep, o mercado deve permanecer então sem uma tendência clara definida, não devendo superar muito esse valor, logo, as acções Petr4, no momento, não encontram fundamentos fortes suficientes para continuar a se valorizar, até que se defina a reunião da Opep, conforme avança o investing.com.
Numa análise técnica os papéis Petr4, podemos visualizar uma linha de tendência de alta, de mais longo prazo, iniciada em 11/02/2016 que está suportando o movimento de preço, e em mais curto prazo, uma linha de tendência de baixa iniciada em 27/10/2016, que está a agir como resistência ao movimento do preço. Desta forma, podemos vislumbrar que o preço poderá ficar contido entre as duas linhas de tendência citadas, até ter um rompimento, para cima ou para baixo. Porém, vale ressaltar que a tendência de alta para o caso do Petr4 é mais duradoura e com maior potencial de continuar a ocorrer, principalmente se ocorrer um corte na produção de petróleo.