A Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) tenciona manter os actuais níveis de produção mundial do crude, posição que pode ser confirmada na reunião da organização desta sexta-feira em Viena, Áustria, conforme noticiou o Diário Económico de Portugal na quarta-feita.

Caso avance com esta pretensão, a Opep pode servir de elo influenciador na alta de preços nas bolsas internacionais, pois a notícia da queda nas reservas dos Estados Unidos começaram, inicialmente, por afectar o comportamento do produto.

Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate segue a avançar 1,24 por cento para os 95,32 dólares por barril, naquela que é a primeira valorização das últimas cinco sessões, depois de o índice de confiança dos consumidores norte-americanos ter subido para o nível mais alto dos últimos cinco anos.

Índice de confiança
O avanço do índice de confiança norte-americano para os 76,2 pontos, muito acima dos 71 pontos previstos pelos analistas, bem como o contentamento registado pelo ministro do Petróleo saudita face ao balanço do mercado petrolífero, levaram à subida do WTI. O preço das habitações também registou uma subida, o que indica que a economia e o uso de combustíveis vai crescer.

 Em Londres, o brent do mar do Norte, referência para o mercado nacional, sobe 1,71 por cento para 104,37 dólares por barril.
 A influenciar a negociação do petróleo durante esta semana, vai estar a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), no próximo dia 31 de Maio, onde a organização que controla 40% da produção mundial deverá optar por manter as quotas actuais inalteradas, de 30 milhões de barris por dia.

Os contratos futuros seguem a negociar em terreno positivo, com uma subida acima de 1,00 por cento, tanto para o West Texas Intermediate (WTI) como para o brent. O WTI avança pela primeira vez em cinco sessões e o brent está em máximos de uma semana.

Mais expectativas
Delegados que participaram das reuniões prévias disseram que o grupo de produtores deve manter a sua actual política de produção na reunião de Viena.

O encontro mal aparece no radar dos ‘traders’ como um factor de risco para os mercados de petróleo, diferentemente do que ocorria no passado.

Um motivo seria o facto de os preços do petróleo brent estarem próximos a 100 dólares por barril, preço ideal para a Arábia Saudita. Apesar de esse nível ser considerado elevado para os padrões históricos, é bem abaixo do preço de 125 dólares que causou alarde dentre os principais países consumidores no ano passado.